Alexos Borges no Montpellier: «Hora de experimentar outras realidades»

Andebol 14-07-2020 08:26
Por Célia Lourenço

Alexis Borges garante que «é mais fácil fazer francesinhas do que falar francês», mas passados os primeiros dias em território gaulês, no qual estará três temporadas a defender as cores do Montpellier HB, o luso-cubano não perdeu a serenidade na voz, que contrasta com a imponente envergadura de 1,96 metros e 105 kg e, mais ainda, com a atitude aguerrida com que leva tudo à frente dentro de campo.


«As nódoas negras contam-se em casa. Tenho cá a Joana [Silva] que cuida de mim», brincou o pivot, numa conversa telefónica muito franca com A BOLA, referindo-se à namorada que o acompanha nesta aventura francesa, deixando para trás a cidade Invicta natal, à qual chegou em 2013/14 para jogar no FC Porto.


Apesar da azáfama de toda uma mudança para um novo país, um novo clube, Borges mantém a tranquilidade. «Tive de fazer uma bateria de exames. Lá nos meteram a zaragatoa pelo nariz para o Covid-19. A mim e aos outros jogadores, claro. Felizmente os testes vieram todos negativos. Também já fizeram uma apresentação coletiva. Estivemos num convívio para conhecermos os patrocinadores», vinca Borges, afável, garantindo que, apesar da crise financeira mundial, que também revolucionou o mercado do andebol, o acordo lavrado há cerca de um ano manteve-se.


«Não houve alterações aos contratos, apesar da crise. O Montpellier não é como o FC Porto, que é mais futebol. Aqui é só andebol e os patrocinadores querem ver-nos a competir e querem que ganhemos, apostam na modalidade», explicou Borges.

«Do FC Porto tenho as melhores recordações. Está no meu coração. Quero regressar para terminar a carreira lá, um dia. Agora é altura de experimentar outras realidades. Por enquanto no andebol francês, depois sabe-se lá mais por onde. Mas gostava de terminar onde comecei.»
 

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