Curso de treinadores motiva reclamações

Futebol 12-07-2020 09:51
Por Irene Palma

Saiu ontem a lista dos 40 treinadores admitidos pela Federação Portuguesa de Futebol para o curso UEFA Pro (formação máxima) e já há reclamações. A BOLA sabe que vários dos treinadores podem não frequentar o curso por se encontrarem no ativo e não conseguirem conciliar.


O curso 1 do UEFA Pro arranca amanhã com formação online das 9.30 h às 13.30 h, carga horária diária até quinta-feira, estando o primeiro exame marcado para 20 de julho, às 10.30 h. Entre 27 de julho e 21 de agosto os treinadores têm a fase de internato na Cidade do Futebol. O curso 2 realiza-se online de 10 a 23 de agosto e terá fase de internato em quatro períodos, o primeiro de 31 de agosto a 8 de setembro, os restantes em datas FIFA até 30 de março.


Artur Jorge (SC Braga), Carlos Pinto (Chaves), Álvaro Pacheco (Vizela), Sérgio Vieira (Farense), Filipe Anunciação e Franclim Carvalho (adjuntos Belenenses), Luís Morgado (adjunto Santa Clara), Hugo Vicente (adjunto Famalicão), Fernando Ferreira (adjunto Benfica) e Filipe Celikkaya (Sporting B) são alguns dos admitidos para o UEFA Pro que encontram dificuldades em cumprir o calendário.
«Não tiveram sensibilidade para realizar o curso em horário pós-laboral ou distribuir a carga horária ao longo da época. Marcam aulas online para as manhãs quando estamos a dar treinos», refere a A BOLA um dos treinadores que, assim, pondera desistir. «Estão a beneficiar os treinadores desempregados. Não podemos abandonar os jogadores e ficar em casa ou ir longos períodos para a Cidade do Futebol», questiona outro técnico.


Não foi possível obter reações da Associação Nacional de Treinadores nem de Pedro Dias, responsável máximo da FPF para a formação, mas A BOLA sabe que o dirigente federativo já ouviu algumas das reclamações e pediu calma, manifestando disponibilidade para encontrar uma solução.


Os 40 treinadores têm de pagar 4750 euros até terça-feira para formalizarem a inscrição.

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