Seleção Nacional continuou o trabalho sem receios

Judo 26-06-2020 11:09
Por Miguel Candeias

No dia seguinte aos resultados positivos de dois judocas, nomeadamente Jorge Fonseca e Wilsa Gomes, a Seleção Nacional continuou o trabalho sem receios.Em Coimbra só se lamenta o tempo de treino perdido no confinamento.
 

«Quarta-feira fiz o meu primeiro treino com raparigas do meu peso [-70 kg] e foi muito bom. Passei os últimos quatro meses a praticar só com a Rochele [Nunes, +78 kg], o Rodrigo [Lopes, -66 kg] e a Telma [Monteiro, -57 kg], muito diferentes, logo, tinha uma sensação, até da parte técnica, que não era real. Mas não reclamo. Era o que tinha e comparando a muitos, terá sido até um privilégio. Por isso, voltar a pisar um tapete, a vestir um quimono e a fazer um treino tradicional, completo, foi realmente ótimo», contou a vice-campeã mundial, Bárbara Timo (-70 kg), acerca das sensações no estágio conjunto da Seleção feminina e masculina, em Coimbra.


O primeiro que a federação realiza em quase cinco meses devido à pandemia de Covid-19 e do qual o campeão do Mundo, Jorge Fonseca (-100 kg), e Wilsa Gomes (-57 kg), se retiraram, anteontem, ainda antes do arranque, por terem acusado Covid-19, sem sintomas. «No início do primeiro treino até fiquei mais quieta. Foi quase meditativo porque, de certa forma, desligara-me da rotina da competição. Não se sabe quando tudo vai voltar, por isso procurei não me preocupar muito. Mas está a ser muito bom», reforça Timo, sobretudo «muito feliz», mas já com as emoções do reencontro aplacadas.


«Foram maiores em Monsanto [local da concentração da equipa olímpica feminina de oito judocas, há duas semanas]. Lá unimo-nos. Precisávamos daquele momento. Havia alguma desconfiança por voltarmos a estar juntas, face ao vírus, mas recuperá-mo-la», conta a judoca do Benfica.

 

Confiança que se manteve, apesar dos testes positivos de Fonseca e Wilsa. «Desde o início que as medidas tomadas foram as corretas. E depois de serem conhecidos os resultados, criaram-se três grupos [de treino]. Havia a opção de ficar ou ir embora. Quem quis continuar é responsável e segue as normas exigidas. Por isso, foi tranquilo», garante Timo, sem ponta de receio: «Não estaria a treinar se não me sentisse segura. Mas para quem esteve quatro meses afastada, ficar mais uma ou duas semanas, até não faria grande diferença», conclui.

 

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