Volta corre contra o tempo

Ciclismo 10-06-2020 11:59
Por Fernando Emílio

O plano de medidas sanitárias apresentado pela Federação Portuguesa de Ciclismo teve parecer favorável da DGS e uma vez encaminhado para o secretário de Estado da Saúde, que por sua vez o endereçou ao secretário de Estado da Juventude e Desporto, aguarda a decisão do Ministério da Educação, sob a tutela de Tiago Brandão Rodrigues, em sintonia com o Governo, após avaliação de todos os fatores, os quais, devido à situação criada pela pandemia de Covid-19, requerem bastante ponderação.


Caso o regresso do ciclismo mereça aprovação, as normas sanitárias contidas no plano de contingência terão aplicação em todas as provas e categorias, com especial incidência na Volta a Portugal a qual, agendada para entre 29 de julho e 9 de agosto, permanece na expectativa face às muitas dúvidas e poucas certezas que subsistem de que possa ir para a estrada na data prevista.
Isto porque uma competição como a Volta, que entre partidas e chegadas visita 20 municípios em vários pontos do território nacional, requer garantias e pareceres de vasto conjunto de entidades, nelas se incluindo a Proteção Civil.

Alguns pormenores permanecem, por enquanto, desconhecidos, mas devem constar no referido plano, como as medidas a adotar nas provas por etapas caso um elemento acuse positivo ao Covid-19, se os testes se devem realizar antes da corrida começar e também durante a mesma, a distribuição por hotéis e número de equipas neles alojados. Ou seja, um conjunto de pormenores organizativos que, além da logística, também requerem um adicional de custos aos habituais encargos financeiros de pôr uma prova na estrada.

Adiamento, despromoção...
Partindo do princípio de que o regresso do ciclismo seja autorizado, um primeiro ensaio deverá realizar-se a 5 de julho, sob a forma de um contrarrelógio individual ou por equipas em local a designar, descartada que está a hipótese em Albergaria! No fim de semana seguinte, 11 e 12 de julho, realiza-se o Challenge Memorial Bruno Neves, em Oliveira de Azeméis, com o Troféu Joaquim Agostinho, de 18 a 20, a anteceder o início da Volta a Portugal, dia 29, em Castelo Branco.


Por agora, e sem data definida para o desejado regresso, é a cada vez menor margem de manobra para realizar a Volta a Portugal nas datas previstas a questão, quando faltam apenas 48 dias e ainda muito trabalho por concretizar.


Não havendo margem para grandes opções, a solução poderá passar pelo adiamento da prova para finais de agosto ou até setembro. Também é hipótese a prova rainha do ciclismo português, a título excecional, baixar à categoria 2.2 ou até perder o estatuto de internacional - recuperando-o em 2021 -, e ficar de âmbito nacional (2.12), disputada pelas nove equipas Continentais nacionais e três seleções de sub 23, tal como o nosso jornal avançara a 14 de abril e que tantas opiniões dividiu.

 

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