«À noite durmo descansado!»

Ciclismo 02-06-2020 09:51
Por Fernando Emílio

Centrada na queda do ídolo do ciclismo, a segunda parte da série documental ‘30 for 30 Lance’, emitida domingo pela cadeia televisiva ESPN, deu voz a Luke, 23 anos, um dos filhos de Lance Armstrong, jogador de futebol americano na Universidade de Rice, Houston, para quem o doping do pai não é exemplo. «Sempre tive vontade de lutar por algo, trabalhar com um objetivo específico, que vale muito mais do que ir por atalhos. É uma má ideia. Se alguma vez me dopasse, seria classificado como o meu pai e isso não faz parte do meu modo de ser e estar na vida», exprime Luke no documentário em que o pai assume culpa sem insónias:  «Sendo líder de um desporto, o modo como me comportei é indesculpável. Tirei vantagem da minha posição e lamento-o profundamente. Um comportamento totalmente inapropriado. Desejava poder mudar tudo isso e de ser um homem melhor, mas os meus arrependimentos são muito relativos e o que importa é que consigo viver com eles e, à noite, dormir descansado.»


Difícil, implacável, intimidatório e sem poupar ninguém, assim caracteriza o ex-corredor o seu apogeu, direcionando ataques: «Poderia ser pior ou ser como Landis e acordar todas as manhãs a sentir-me um merdas», dispara o norte-americano, com Floyd Landis a ripostar: «Lance não inventou o doping, nem foi ideia dele. E não deve ser tratado de modo diferente de Jonathan Vaughters [responsável da equipa Education First, que assumiu dopar-se] só porque era um atleta melhor tomando o mesmo doping.»


Ainda assim, Lance acredita ser estigmatizado como o foram Marco Pantani ou Jan Ullrich: «Em Itália adoram Basso, perdoam-lhe os pecados e oferecem-lhe emprego e só não o fazem a Pantani por estar morto. Na Alemanha elogiam Zabel, Aldag e outros, mas não sei porque destroem a vida de Ullrich que até já esteve internado numa clínica psiquiátrica. Nos Estados Unidos abraçam Hincapie, convidam-no para provas e a mim destroem-me. Não faz sentido!»


Uma última pergunta, mais pessoal, da própria diretora da série, Marina Zenovich, teve resposta tão breve quanto contundente: «Se consigo viver comigo mesmo? Sim, acho que consigo!»    

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