Jorge Costa, o exemplo para Marcano

FC Porto 25-05-2020 08:53
Por Miguel Cardoso Pereira

Jorge Costa fez 383 jogos pelo FC Porto e ganhou oito Campeonatos, cinco Taças de Portugal, cinco Supertaças Cândido de Oliveira, uma Taça UEFA, uma Liga dos Campeões e uma Taça Intercontinental. Dificilmente isto acontece sem lesões, no caso dele até com gravidade, como esta que agora Marcano, outro central, outro capitão, enfrenta nos azuis e brancos.

 

Ao telefone com A BOLA, Jorge Costa recordou sucessos. E dores. «Foram três roturas ligamentares, uma em 1992, outra em 1996 e outras em 1997, todas elas superadas em sensivelmente três meses, o que foram, e ainda são, tempos recordes. Na primeira vez recuperei em exatamente três meses; na seguinte em três meses e 10 dias e na última em três meses e 15 dias, sempre contando do dia da lesão ao dia do regresso à competição, não apenas aos treinos», recorda, sereno, craque que conta as más histórias com a mesma tranquilidade com que conta aquelas em que erguia taças para o mundo ver. Humilde, até parece preferir falar das piores memórias.

 

Hesita, porém, quando lhe pedimos para dar conselhos a Marcano, que na quinta-feira sofreu uma rotura do ligamento cruzado anterior do joelho direito, porque entende que em matéria de saúde os casos são sempre diferentes. Dá uma sugestão geral, apenas.

«Cientificamente não posso dar grande conselho, mas é cientificamente que no meu caso tudo terá corrido pelo melhor, afinal, desde logo pela eficácia das cirurgias, todas da responsabilidade do Doutor Mário Beça. Depois, na fase de recuperação, estive sempre entregue ao departamento clínico do FC Porto e ao cuidado especial de Rodolfo Moura. Só depois, sim, se quisermos ver também a coisa dessa forma, houve uma capacidade minha, que advinha da dedicação. Acredito que foi isso que me fez recuperar mais depressa. Recomendação ao Marcano? Não é fácil, porque estamos a falar de recuperações dolorosas e que implicam um grande espírito de sacrifício. O que lhe diria é que trabalhe bem sem olhar para o calendário, sem contar os dias, porque mais importante do que recuperar depressa é fazê-lo bem. Antes de tudo: recuperar bem. Sei que é isso que lhe dirão também, porque ele está nas mãos de um departamento médico de excelência, como é o do FC Porto. A recomendação é: confiar, trabalhar, não contar os dias», sintetiza o ex-jogador dos azuis e brancos.

 

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