Snooker volta dia 1: Championship League em Leicester

Snooker 16-05-2020 16:38
Por António Barroso

Um total de 64 profissionais e medidas de segurança sanitária extremas assinalam o regresso do circuito profissional pós-confinamento, este sábado anunciado pelo ‘chairman’ da World Snooker, Barry Hearn, para a Morningside Arena, em Leicester (Inglaterra), de 1 a 11 de junho do corrente ano, num torneio a realizar à porta fechada denominado Championship League, e que atribuirá £20 mil (€22.502) ao triunfador.

 

Barry Hearn admitiu ao Metro britânico que a prova será «uma espécie de balão de ensaio» para averiguar das condições para conclusão da temporada do World Snooker Tour e deixou um vasto leque de medidas de segurança inovadoras na variante do bilhar jogada, como muitos outros desportos indivuais e/ou coletivos, ‘indoor’.

 

Todos, mesmo o número um, campeão mundial (2019) e recordista absoluto de vitórias em torneios de ranking numa só temporada, a que ainda está em curso (2019/2020), o inglês Judd Trump – 4-3 na final do Open de Gibraltar ante Kyren Wilson, a 15 de março, no último jogo após o qual a pandemia do Covid-19 forçou a paragem – vão ser testados ao coronavírus mesmo antes do sorteio dos 32avos de final, 1.º ronda da prova.

 

Todos os pretendentes a marcar presença no torneio – as restrições fronteiriças entre países e ausência de voos de e para Inglaterra (ou muito mais diminutos) fazem adivinhar muitas ausências forçadas de vulto dos não britânicos, em especial dos profissionais asiáticos, da China e Tailândia - terão de acusar negativo no teste ao Covid-19. Tal como, de resto, todos os que vão estar na Morningside Arena: árbitros a staff e imprensa.

 

A luz verde surgiu após uma reunião do ‘boss’ da World Snooker com o ministro dos Desportos inglês, Nigel Adams. O controlo de entradas será «apertado», admitiu o responsável máximo pela modalidade no planeta, que avisou desde já que «todos na arena terão de usar máscara», incluindo os jogadores, dispensados da proteção facial «durante os treinos e jogos». Um exame de saúde (check-up) mais completo será exigido a todos, e «ninguém poderá deixar a sala sem autorização».

 

A Morningside Arena, com capacidade total para 3 mil espectadores mas que estará vazia nas bancadas, será desinfetada e higienizada de antemão, e os jogadores terão de lavar as mãos antes de cada jogo, tendo à disposição nas mesas junto das quais se sentam durante os jogos um desinfetante para não descuidarem a proteção face à pandemia. Os jogadores estão obrigados a permanecer «a uma distância de pelo menos dois metros do adversário e do árbitro» e a levar «os seus próprios auxiliares e extensores» para uso individual à mesa.

 

Numa carta enviada a todos os profissionais, com duas semanas de antecedência relativamente ao regresso das competições profissionais, Barry Hearn adverte: «As preocupações sanitárias, as fronteiras encerradas e a possibilidade muito séria da realização de eventos ‘à porta fechada’ podem ser situações que se vão prolongar ainda por muito tempo».

 

«A nossa prioridade será sempre a saúde e segurança de jogadores, funcionários e de todos. Mas continuo esperançado e positivista, em que iremos erguer-nos para fazer face aos desafios. Voltarei a escrever-vos na próxima semana com planos mais detalhados para o regresso, sempre tendo em conta a evolução do vírus no Mundo. Sei que as restrições às viagens apanham muitos fora do país, mas para nos mantermos no topo, numa indústria tão competitiva como este desporto, temos de avançar para a primeira fase de voltar o mais rapidamente possível», acrescentou Hearn.

 

«A fase 1 do plano terá a Championship League jogada na Morningside Arena jogada à porta fechada, com transmissão em direto [ITV, para o Reino Unido], de 1 a 11 de junho», escreveu Barry Hearn, de 72 anos, restabelecido de um ataque cardíaco ligeiro já no decurso do corrente ano.

 

«Um pequeno passo de cada vez é a filosofia. Por isso, preciso de saber se querem jogar este torneio… e preciso de o saber rapidamente. Tudo faremos ao nosso alcance para criar um ambiente seguro para o regresso das provas. Gostaria de pensar que todos no circuito apoiam a iniciativa, mas dependerá única e exclusivamente de cada jogador decidir se participa ou não. Para todos os jogadores que estão longe do Reino Unido e não conseguem voltar a tempo, outras oportunidades estão a ser estudadas para vós», rematou Hearn.

 

Recorde-se que para encerrar em definitivo a época 2019/2020 do World Snooker Tour, faltam ainda duas provas, canceladas nas datas previstas mas com realização aprazada. A primeira é o Tour Championship, reservado ao top 8 da hierarquia a um ano, agora reagendado para 21 a 26 de julho no Venue Cymru, em Llandudno, no País de Gales – arena que, para já, se mantém como… um hospital de campanha para infetados com Covid-19 -, que atribuirá £150 mil (€168.73) ao campeão, com Judd Trump na liderança à corrida (onde está Neil Robertson… ) para levar ainda o bónus suplementar de £100 mil (€112.509), destinados ao profissional que mais dinheiro amealhar nas três provas Coral Series, da qual a prova galesa é a última, após o World Grand Prix e o Players Championship.

 

Depois, virá o Campeonato do Mundo, no Crucible Theatre, em Sheffield (Inglaterra), remarcado para 31 de julho a 16 de agosto, que dará £500 mil (€562.543) ao campeão. Com o top 16 do ranking a ter entrada direta, Falta calendarizar as qualificações, com mais 128 jogadores a lutarem pelas restantes 16 vagas nos 32, em duas a quatro rondas de jogos. Devem realizar-se de 27 a 30 de julho, já em Sheffield, mas a carecer da confirmação oficial, ainda, da World Snooker.

 

Aguardam-se, nos próximos dias, as respostas de Judd Trump, Neil Robertson, Mark Selby, John Higgins, Mark Williams, Ding Junhui, Shaun Murphy, Stuart Bingham, Kyren Wilson… e Ronnie O’Sullivan (na foto), para saber que ases do taco e dos panos verdes estarão presentes.

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