«Desperdicei 9 anos da carreira a festejar à grande» - Ronnie

Snooker 20-04-2020 12:32
Por António Barroso

O inglês Ronnie O’Sullivan, de 44 anos, pentacampeão mundial (2001, 2004, 2008, 2012 e 2013) de snooker, número seis da hierarquia e recordista de títulos em provas de ranking, com 36 conquistados – tantos quantos o escocês Stephen Hendy - confessou esta segunda-feira que os excessos da vida louca e celebrações à grande lhe custaram nove anos e muitos mais títulos na carreira nesta variante do bilhar.

 

«Desperdicei nove anos da minha carreira a festejar sempre em grande», confessou o Rocket, explicando ao The Break , rúbrica do EuroSport apresentada por Andy Goldstein, acreditar que assim se explica o hiato de triunfos daquele que será o maior predestinado de sempre a pegar num taco entre a sua primeira (de 7) vitórias no UK Championship, com apenas 17 anos, em 1993 – é profissional desde 1992, há 28 anos, tal como o escocês John Higgins e o galês Mark Williams - até ao primeiro de cinco títulos mundiais, em 2001.

 

«Festejei à brava, agora reconheço, em demasia. A época de snooker era de setembro a maio e o Mundial era o último torneio da temporada. Se protagonizava uma má sessão no Crucible, só pensava em que quanto mais depressa acabasse, mais cedo poderia ir para a diversão com os amigos. Quando acabava, era uma sensação única. Aquela coisa de já ganhaste uma vez e o teu nome vai estar no troféu, não importa se não vais consegui-lo de novo», admitiu O’Sullivan, que, numa das suas autobiografias, Running, admitiu os seus vícios e adições sofridos de alcoolismo e drogas, além de sofrer de depressão.

 

«Entre 1995 e 2000, abusei, não pensei como deve ser ou me dediquei como devia ao snooker. Perdi algum tempo aí, porventura, sim. E novamente entre 2005 e 2007, em que estive 32 meses sem vencer uma prova de ranking. Também entre 2009 e 2011», foi a retrospetiva e introspeção neste ‘mea culpa’ do próprio Ronald Antonio O’Sullivan, que admite agora que «Judd Trump poderá dominar o snooker nos próximos dez anos», após o compatriota ter, no Gibraltar Open, em março, estabelecido novo recorde de torneios de ranking conquistados numa só temporada, com  sexto triunfo em 2019/20.

 

Como os demais profissionais, Ronnie deveria estar em Sheffield (Inglaterra), no Crucible Theatre, a jogar o Campeonato do Mundo, que se deveria ter iniciado a 18 de abril e decorrer até 4 de maio, mas que também foi adiado devido à pandemia do Covid-19, com Barry Hearn, patrão da World Snooker Tour, a apontar agora «julho ou agosto» como a data para a realização do maior torneio dos panos verdes do planeta, com 32 profissionais: os 16 primeiros do ranking a terem entrada direta e outros 128 a jogarem, antes as qualificações (duas a quatro rondas, consoante a posição na hierarquia) para conseguirem uma das restantes 16 vagas.

 

Antes do Mundial e provavelmente em julho terá de se jogar ainda o Tour Championship, última prova das Coral Series – reservada aos oito melhores da hierarquia a um ano (o ‘Rocket’ está fora), em Llandudno (Gales), também adiado, provavelmente para julho, mas ainda sem data marcada.

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