«Fiquei parvo com Bernardo Silva»

Marítimo 31-03-2020 11:15
Por Orlando Vieira

Nanú passou pela formação de Sporting e Benfica, mas é no Marítimo que está a afirmar-se. Titular indiscutível - é o jogador que tem mais minutos de utilização esta época - o internacional guineense sente que está na melhor fase da carreira. Está feliz na Madeira, mas não esconde a ambição de, um dia, jogar numa liga de dimensão planetária.

 

Esta é já a sua melhor época como profissional?
- Claramente que sim. Na equipa principal do Marítimo tenho mais jogos disputados esta época do que em relação às anteriores, sem esquecer que já marquei dois golos, embora reconheça que os golos não são o mais importante para mim.

Começou a época a jogar como lateral-direito. Com a chegada de José Gomes ao comando técnico passou para a atuar como extremo. Em que posição se sente mais à vontade?
- Para ser sincero, penso que jogar como lateral potencia mais as minhas qualidades, pois conjugo a parte defensiva com a ofensiva. No entanto, a atuar numa posição mais avançada acabo também por tirar partido do meu ponto forte, que é fintar os adversários e arriscar para criar desequilíbrios, situações que são cada vez mais importantes no futebol moderno.


Uma das principais características é a velocidade. De onde vem tanta velocidade e resistência física? Às vezes quando os jogos estão a terminar ainda faz grandes arrancadas...
- Em criança, nas minhas brincadeiras, já era muito ágil e rápido, por isso acho que já nasceu comigo essa capacidade. Nos jogos sempre gostei de dar arrancadas. Às vezes, mesmo cansado, tenho sempre uma pilhazinha a mais que me permite continuar a dar tudo pela equipa.

Está em plena afirmação no Marítimo e no futebol português. Até onde vai a sua ambição?
- A minha carreira tem sido em crescendo e, felizmente, as coisas têm corrido bem. Tenho a felicidade de representar um grande clube, como é o Marítimo, mas quero sempre mais. Gostaria, por exemplo, de jogar nos melhores campeonatos mundiais e acredito que tenho qualidades para lá chegar. Por isso, o meu foco está no trabalho diário para continuar a crescer como jogador e ambicionar o melhor.
 

Durante a curta passagem pela formação do Benfica (2006/2007) teve como companheiros Bernardo Silva e Rony Lopes.
- Claro que me lembro de ter jogado com o Bernardo Silva. É uma pessoa incrível e até tinha uma boa relação com ele. Para ser sincero, sempre achei que fosse chegar a um patamar elevado. Quando o vi pela primeira vez a tocar na bola no treino fiquei parvo com tanta qualidade que já demonstrava. Já havia alguma coisa de diferente nele que fazia antever que iria tornar-se num dos melhores jogadores do mundo. Não é, por isso, uma surpresa aquilo que tem feito em Inglaterra.
 

 

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