«Proteger a família é a defesa da minha vida»

Futebol 26-03-2020 12:26
Por Redação

Beto está na Turquia, um dos últimos países a fechar o campeonato, e impedido de viajar para Portugal. Para o guarda-redes do Goztepe, a decisão devia ter sido tomada mais cedo.

 

«Não podemos sair daqui. Não temos autorização para nos ausentarmos do país. Eu e a minha família já estamos a fazer o confinamento há duas semanas, que foi quando apareceu o primeiro caso em Istambul. Finalmente suspenderam a Liga por tempo indeterminado», começou por contar ao site da Liga.

 

«Pecou por tardia, a decisão. Acho que estivemos expostos desnecessariamente durante duas semanas e numa delas tivemos que fazer uma viagem até Istambul, de avião, hospedados num hotel… Obviamente já estávamos preocupados e angustiados. Ainda para mais, sabendo que tínhamos de fazer uma viagem de avião e hospedar-nos num hotel, como deve calcular, a nossa preocupação multiplicou-se…Tentámos consciencializar e sensibilizar um pouco a Federação para o alto risco que os profissionais estavam a correr e a Federação acabou por tomar a decisão acertada, tardia mas acertada, de suspender a Liga», explicou ainda.


Beto deixou também palavras aos adeptos: «Independentemente da saudade que tenham, não têm mais saudades do que os jogadores. Nós sim, temos saudades da nossa rotina, do nosso dia-a-dia, de ir para o treino, do balneário, das palestras, dos estágios, do jogo… Mas, mais importante do que isso, é a saúde que, neste momento, tem de ser primordial. O que posso pedir é que tenham paciência porque há valores muito mais importantes neste momento do que o futebol e a paixão pelo futebol. A saúde de cada um, a saúde dos seus familiares, a saúde de todos, acho que isso é o mais importante neste momento. Eu tenho televisão portuguesa aqui, tenho visto diariamente as notícias e faço desde já um apelo: devido às detenções que têm sido feitas, parem, por favor, fiquem realmente em casa e saiam o menos possível, o estritamente necessário.

 

O tempo de confinamento em casa tem sido usado para compensar ausências em tempos normais...

 

 

«Agora sim, as pessoas têm de dar valor ao tempo que às vezes não têm para a família. Em vez de se angustiarem pensando 'o que é que eu faço com o meu filho' ou 'o que é que eu faço com a minha filha', vamos valorizar! Eu passo muito tempo fora e também com a seleção, são muitos estágios, são muitos dias que estamos fora, portanto, há que extrair algo positivo disto. Se há algo positivo no confinamento, é o tempo que nós podemos passar com a família e aproveitá-lo ao máximo: brincar, fazer atividades em casa, dar asas à imaginação, há muitas coisas que se podem encontrar na Internet. Valorizem o tempo.  A grande defesa da minha vida está a ser agora, porque me sinto no papel e na obrigação de defender e proteger a minha família», completou.

 

O guarda-redes português apelou ainda a que todos não se esqueçam dos cuidados a ter numa situação de pandemia. «Temos tentado seguir à risca as recomendações todas que a Organização Mundial de Saúde tem indicado. Desde que a Liga parou que não saímos de casa. Felizmente temos jardim, temos um ginásio em casa e assim posso continuar a fazer o meu trabalho físico, posso levar a minha filha um bocadinho ao jardim para apanhar sol, para sair um bocadinho à rua estando em casa… Mas sair, não saímos. Saio eu quando tenho de ir às compras. Acho que esse vai ser o grande segredo para que isto não se desenvolva e não se expanda ainda mais», contou.

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