Odysseas Vlachodimos: mais perto da amplitude desejada

O Mundo dos Guarda-Redes 13-02-2020 18:20
Por Roberto Rivelino

Ter um bom guarda-redes é garantia de sucesso coletivo. Se esse bom guarda-redes apresentar rendimento, mais robusta se torna esta frase. Após o anúncio público de que o lugar de guarda-redes necessitava de «mais experiência», Odysseas Vlachodimos elevou os padrões exibicionais de 2018/2019 e está mais perto do valor dos alvos subentendidos ou enaltecidos por Bruno Lage em setembro ao dar nomes aos alvos do defeso – recorde-se: Lukasz Fabianski, Péter Gulácsi ou Mattia Perin (excluí propositadamente Jasper Cillessen, por o achar guarda-redes de qualidade potencial AA e bem distante do que são ou poderão ser os anteriores).

 

Foi em novembro de 2018 que por aqui escrevi que «as capacidades que Vlachodimos tem demonstrado fazem antever que poderá tornar-se num valor de qualidade», já depois de destacar em linhas anteriores a disposição para atacar a bola e querer dominar o espaço – distando-o claramente dos poderes de Ederson Moraes ou Jan Oblak. Passava-se a oitava jornada e muitas bolas foram disparadas à baliza do Benfica até que conseguisse conquistar o campeonato à 34ª ronda.

 

Fechou-se o exercício e começou a nova temporada com uma pré- temporada de boa imagem dada pelo internacional helénico, apesar da constante sombra em que vivia pelas especulações do mercado de transferências. Com este terminado, continuou a escalada de rendimento e afirma-se com maior consciência e passos mais firmes – já não é tão atraído pela bola, já não faz tantos deslocamentos sinuosos e desnecessários e parece cada vez mais integrado com a baliza e com aquilo que são as referências desta (encurtamentos, espaço, profundidade).

 

O sucesso defensivo da presente temporada do SL Benfica deve-se a um efeito positivo que está em Odysseas Vlachodimos. Aos 25 anos e à nona temporada enquanto sénior parece estar mais perto daquilo que o clube idealizou quando o foi contratar ao Panathinaikos. Não sendo o top (esse seria Jasper Cillessen), está menos distanciado dos altos níveis competitivos de Lukasz Fabianski ou Péter Gulácsi e com o ritmo competitivo que leva poderá sujeitar-se a entrar com menos medos nos campeonatos destes. Reduziu significativamente a quantidade de erros sem golo sofrido, ainda não tem erros com golo sofrido, é mais amplo no jogo, comparando o que fora na temporada transata, e mais presente na baliza – não abdica tanto dela perante a ofensa adversária e aventura-se de forma mais segura na profundidade dada pela dupla de centrais que se encontra à sua frente.

 

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