Primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário deixa Assembleia da República

Moçambique 20-01-2020 19:15
Por Alexandre Zandamela, Maputo

Carlos Agostinho do Rosário, empossado, sábado, pelo Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, para segundo mandato como primeiro-Ministro, vai deixar o seu lugar de deputado da Assembleia da República, para o qual havia tomado posse a 13 de janeiro.

 

Eleito pelo círculo eleitoral da província de Manica, como cabeça-de-lista, Carlos Agostinho do Rosário abandona o Parlamento em virtude de, segundo a legislação moçambicana, «a função de deputado ser incompatível com a de governante», daí a irreversibilidade de deixar a Casa do Povo.

 

Nas mesmas circunstâncias, deixam a Assembleia da República a anterior Presidente, Verónica Macamo, atual Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Carmelita Namashulua, Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, ambas eleitas deputadas pelo círculo da província de Maputo.

 

Por estas incompatibilidades, está também a antiga líder da Bancada Parlamentar da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique, no poder), Margarida Talapa, Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, que tinha sido eleita pela província de Nampula, maior círculo eleitoral de Moçambique.

 

Do anterior Governo – não se sabendo ainda se exercerão cargos governamentais…. – estão, na Assembleia da República, Jaime Basílio Monteiro, que foi Ministro do Interior, Conceita Sortane, ex-Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Nyeleti Mondlane, antiga Ministra da Juventude e Desporto, e Vitória Diogo, ex-Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social.

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