«Numa maratona o FC Porto chegaria à nossa frente, mas num ‘sprint’…»

Académico de Viseu 24.01.2023 16:51
Por Eduardo Pedrosa Marques

O treinador do Ac. Viseu, Jorge Costa, projetou esta terça-feira, na Marinha Grande, o jogo com o FC Porto, referente às meias-finais da Taça da Liga e agendado para esta quarta-feira em Leiria, às 19.45 horas.


É uma oportunidade para afirmar o projeto do clube?

Oportunidade enorme dentro do nosso projeto e claramente este não era o nosso objetivo, mas esta participação na Final Four é a cerejinha no topo do bolo. É a oportunidade para promovermos os jogadores, para jogarmos a um nível que ainda não nos aconteceu esta época, para percebermos se temos essa capacidade e, acima de tudo, para fazermos as coisas bem feitas. Este é um projeto diferente. Passa por tentar estar nas decisões, chamar à atenção e chamámos a atenção que em Viseu há talento.


Qual o segredo do sucesso deste Ac. Viseu?

Trabalho e talento. Queria muito abraçar este projeto e, quando aceitei, não sabia que tinha jovens talentosos no plantel. Os jogadores aceitaram a nossa proposta de jogo e, passado um tempo, quando se ganha parece tudo mais fácil. Ressalvo a união de grupo. Os jogadores querem todos crescer e evoluir e, acima de tudo, há muito talento na equipa. Se tivesse 11 ‘mecos’ seria mais difícil as coisas funcionarem. Tenho um misto de jovens talentosos com experiência.


Fez alguma preparação especial para esta meia-final?

Não houve muito tempo para preparar este jogo. Tivemos mais preocupação em recuperar os jogadores. Estamos com um problema grave no nosso terreno, o que faz com que o esforço, para nós, seja algo difícil de combater. Depois, há a parte mental, que é a parte mais fácil para mim. Mas, mais importante que motivá-los é haver um controlo emocional, para fazerem as coisas de forma descontraída.


Quatro meses sem perder é um bom cartão de visita?
Não tem a ver com os 20 jogos sem perder... Isso até vai alertar mais o adversário. Sabemos das dificuldades que vamos encontrar amanhã. Há uma diferença gritante. Sabemos que numa maratona como o campeonato, naturalmente o FC Porto chegaria à nossa frente, mas numa prova de sprint, em que tudo se decide em 90’ ou pouco mais, tudo pode acontecer e aí temos as nossas hipóteses”.


Ergueu vários troféus. Se está a ver-se no palco no sábado?

Já como jogador sonhávamos erguer troféus. Não era suposto ter ganho uma Champions e uma Taça UEFA. Sonhar faz bem, mas com os pés bem assentes na terra. Sonharmos não é provocação, porque, por vezes, as coisas acontecem.


Disse que abdicava da subida… Mas não abdica deste troféu…

Isso são outras questões. Eu sei e quem estava atento percebeu o contexto. Não abdico de nada, pois sou muito atencioso.


Hoje em dia é mais fácil ou difícil vencer um grande?
As diferenças continuam a existir, hoje trabalha-se igual num grande ou numa equipa mais pequena, as condições são mais aproximadas, mas no fim acabam por ser os grandes a chegar às finais. Estamos muito contentes por termos chegado aqui. Não quero oferecer nada. Estamos muito contentes, foi um feito histórico, Viseu está ao rubro e vamos aproveitar isso. Mas não viemos para a festa para sermos o bombo.


Preparou os penáltis?
Não treinei especificamente porque a experiência diz-me que chegamos ao jogo e as coisas não são iguais. Não o fiz por convicção

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