Revolução de Amorim chega a todos os setores

Sporting 12-08-2020 11:44
Por Eduardo Marques

É caso para se escrever que os responsáveis estão a reconstruir a casa a partir de trás, com enfoque especial no setor defensivo, não sendo menos verdade que a  reestruturação de que o plantel do Sporting vai ser alvo neste defeso abrange todos os setores da equipa. Da baliza ao ataque, passando pelas alas e pelo meio-campo, Rúben Amorim pretende ter novas soluções que se encaixem na sua ideia de jogo, numa avaliação já feita com a SAD depois de terminada a temporada. Há, portanto, muito trabalho pela frente, entre reforços e colocação de jogadores excedentários, entre contratar qualidade a custo razoável e tentar reaver  algum do investimento feito já durante o reinado de Frederico Varandas.

 

Para já, com Antonio Adán fechado, a baliza sportinguista é assunto arrumado, caso Max não saia. Mas é mesmo na defesa que o plantel vai sofrer mais alterações e que Rúben Amorim vai ter novas soluções. E isso não tem apenas a ver com a nova ideia de jogo que o técnico quer continuar a implementar no Sporting, está também relacionado com as parcas respostas que alguns elementos do plantel foram dando na retoma da Liga após a pandemia.

 

Para já, além de Antonio Adán, estão já garantidos e com presença no arranque dos trabalhos o lateral-esquerdo Antunes e o lateral-direito Pedro Porro. Dois jogadores que representam investimento mínimo da SAD (o primeiro estava livre; o segundo chega a título de empréstimo). Mas há mais reforços previstos para o setor defensivo, sendo o internacional marroquino Feddal um deles e Lyanco, uma das várias hipóteses, também. Ou seja, sem contar com o guarda-redes espanhol, que será oficializado após a participação do Atl. Madrid na Liga dos Campeões, o Sporting pretende ter  quatro caras novas na defesa, soluções para Rúben Amorim que se juntarão aos veteranos Coates e Neto e aos jovens Eduardo Quaresma e Nuno Mendes.

 

Todos os restantes jogadores estão no mercado, com a SAD a tentar, no mínimo, reaver parte do investimento feito nessas contratações que, refira-se, não foi assim tão pequeno. Só entre Acuña, Rosier, Ristovski, Borja e Ilori, o valor ronda os 22 milhões milhões de euros, sem contar com outros jogadores, de outros setores, que também ficaram sem espaço e terão de ser colocados.

 

No meio-campo, com Wendel e Matheus Nunes a serem apostas do treinador, há a necessidade de encontrar, pelo menos, mais uma solução, um médio de características ofensivas e que tenha golo. Depois, e apesar de haver recursos jovens, Rúben Amorim pretende ter reforços para as alas, que possam oferecer algo novo à equipa. Há Jovane, Plata, Camacho, Vietto, Joelson (até ver...), mas é necessário jogadores com outra experiência, o mesmo sucedendo no ataque, onde Sporar é indiscutível, Luiz Phellype está no mercado, Tiago Tomás está a crescer e Pedro Mendes parece estar de saída - naturalmente, este raciocínio está sempre dependente do mercado, sabendo-se que há jogadores apetecíveis... 

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