Vacinação em três fases. Veja grupos e calendário

COVID-19 03-12-2020 17:08
Por Redação

A população portuguesa começará a será vacinada para a covid-19 em janeiro e tal acontecerá em três fases nos centros de saúde. O coordenador do grupo de trabalho criado pelo Governo para definir o plano de vacinação, Francisco Ramos, apresentou esta tarde o plano, 

 

Na primeira fase de vacinação, que começa em janeiro e deverá ir até março, os pontos de vacinação serão os centros de saúde. A exceção é feita para os lares e para os serviços de cuidados continuados, já que nesses dois casos os utentes serão vacinados nos próprios locais.

 

A vacina será administrada por marcação. «Será privilegiado um sistema em que sejam os serviços de saúde a identificar quem pertence aos grupos de risco e seremos proactivos em chamá-los. Isso será feito com base na informação disponíveis nos centros de saúde e, sabendo que há um número de portugueses que não os utiliza, existirá uma alternativa que essas pessoas possam usar para ter acesso à vacina nos centros de saúde», adiantou Francisco Ramos. Será criado um site com informação e uma linha telefónica de apoio.

 

«O primeiro conjunto de grupos prioritários são pessoas com 50 ou mais anos com uma das seguintes patologias: insuficiência cardíaca, doença coronária, insuficiência real e doença respiratória crónica com suporte ventilatório, ou seja, a correspondência exactamente das patologias mais frequentes nos casos graves da doença. As pessoas residentes em lares e internadas em unidades de cuidados continuados e respectivos profissionais, a protecção dos surtos nas populações mais vulneráveis, os idosos, e finalmente profissionais de saúde directamente envolvidos na prestação de cuidados e forças de segurança genericamente de serviços essenciais cuja elencagem tem ainda de ser afinada», explicou acerca da primeira fase.

 

Depois haverá uma segunda fase. «Pessoas com 65 ou mais anos sem patologias, reconhecendo que os idosos são o grupo mais vulnerável. O segundo grupo de pessoas, neste caso a partir dos 50 anos e até aos 64, com o alargamento das patologias – diabetes, neoplasia maligna activa, doença renal, insuficiência hepática, obesidade, hipertensão arterial. A estimativa é a de estamos a falar de 950 mil pessoas na primeira fase, 250 mil residentes em lares, internados em unidades de cuidados intensivos e respectivos profissionais, 400 mil pessoas neste grupo de pessoas com comorbidades e 300 mil pessoas no conjunto de profissionais. Para a segunda fase, a estimativa é de 1,8 milhões de pessoas com mais de 65 anos e 900 mil pessoas neste grupo com estas características», explicou Francisco Ramos.

 

Na terceira será «o resto da população».

 

«As vacinas não chegam todas no primeiro dia, mas vão chegando gradualmente ao longo de todo o ano», explicou por outro lado António Costa.

 

Rui Santos Ivo, presidente do Infarmed, explicou em que fase se está na compra das vacinas, através da União Europeia: « Neste momento há seis acordos concluídos. O primeiro foi o da AstraZeneca, que tem 300 milhões de doses para a União Europeia e 6,9 milhões para Portugal. O segundo para Sanofia/GSK, onde não estão definidas doses. O grupo Johnson&Johnson, 200 milhões de doses para a União Europeia e 4,5 milhões para Portugal. O da Pfizer com 4,5 milhões para Portugal. O da CureVac, o valor está praticamente acertado, entre quatro e cinco milhões. O último contrato assinado, o da Moderna, tem uma quantidade mais pequena, 80 milhões para a Europa, dos quais nos cabem 1,8 milhões.».

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