«Não se amedrontem com o Covid-19, continuem a procurar assistência médica», salienta DGS

Saúde 06-04-2020 14:17
Por Redação

A diretora-geral da Saúde salientou, esta segunda-feira, que a armada de profissionais de saúde em Portugal não está exclusivamente dedicada ao combate à pandemia do novo Coronavírus, portanto os portugueses devem continuar a procurar assistência médica.

 

Na conferência de imprensa de atualização dos números de Covid-19 em Portugal, Graça Freitas foi confrontada pelo alto nível de

mortalidade em março devido a outras doenças e deixou um apelo.

 

«Temos duas linhas de atuação: primeiro, garantir que os profissionais de saúde não estão todos dedicados à Covid-19 e continuam a ser assegurados outros cuidados; por outro lado, temos apelado muito às pessoas que não se deixem amedrontar pelo Covid-19 e continuem a procurar assistência médica, seja para doenças crónicas, seja para situações agudas», salientou a líder da Direção-Geral da Saúde (DGS).

 

Graça Freitas também falou sobre o uso generalizado de máscaras, depois da admissão, por parte da ministra da Saúde, que isso poderia vir a ser aconselhado.

 

Para já, a diretora-geral da Saúde prefere alinhar-se com as maiores autoridades internacionais na matéria.

 

«Pedimos um parecer em relação às máscaras, temos visto outros, mas continuamos alinhados à data com a Organização Mundial de Saúde (OMS)», disse, acrescentando.

 

«Esperamos que, esta semana, a OMS e o Centro Europeu de Controlo de Doenças Transmissíveis emitam novas orientações. Estamos a fazer análise dos pareceres, da evidência científica e manter-nos alinhados. Teremos de aguardar mais uns dias para podermos responder concretamente», realçou.

 

Sobre a indefinição acerca da hipotética imunidade ao vírus de quem venceu a Covid-19, Graça Freitas lembrou que não há, ainda, resultados conclusivos e fez questão de fazer uma distinção de conceitos.

 

«Temos de ir acompanhando… Há dois conceitos muito importantes. Um é recuperação clínica, quando alguém deixa de apresentar sintomas, e outro é alguém que recupera clinicamente, mas durante um período mais longo pode ainda transmitir. Este é um vírus novo, com características diferentes, e, ao longo do tempo, vamos aprendendo mais coisas sobre a sua dinâmica», concluiu.

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