Cores da Rússia no Haas de Schumacher e Mazepin

Fórmula 1 04-03-2021 12:04
Por José Caetano

A Haas-Ferrari não esperou pela apresentação oficial da equipa para o Mundial de 2021, marcada apenas para a manhã de dia 12, hora e meia antes do início da primeira sessão de testes de pré-temporada no Circuito de Sakhir, no Bahrein, para apresentar as cores e a decoração novas do VF-21, o monolugar de Mick Schumacer e Nikita Mazepi, ambos ‘rookies’ na categoria mais importante do desporto automóvel.

 

Entre as (muitas) novidades, o cinzento e preto do monolugar de 2020 é substituído pelo branco, somando-se-lhe apontamentos em azul e vermelho que remetem para a bandeira da Rússia, o país do patrocinador principal da escuderia norte-americana que trabalha na preparação da 6.ª temporada consecutiva na Fórmula 1: a Uralkali. Esta empresa russa é o maior fabricante mundial de fertilizantes de cloreto de potássio – vendeu 12,7 milhões de toneladas durante o ano passado –, integra o gigante da indústria química Uralchem e tem como proprietário Dmitry Mazepin, o multimilionário russo pai de Nikita.

 

Curiosamente, a escolha da Haas, que mantém a parceria com a Ferrari para as unidades híbridas de potência, ‘colide’ com decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), que proíbe o piloto de 22 anos de apresentar-se no Mundial de Fórmula 1 com a bandeira da Rússia, na sequência do escândalo de ‘doping’ nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 (Sochi) que impede a participação de atletas ou equipas russas em todas as competições durante período de dois anos. Por isso, em caso de vitória, Mazepin não poderá subir ao pódio com as cores do país, nem ouvir o seu hino nacional… Pela mesma razão, Rússia fora dos Jogos de Tóquio, no verão, e impedida de participar no Mundial de Futebol de 2020, no Catar!

 

O ano passado, a equipa de Kannapolis, cidade nos subúrbios de Charlotte, na Carolina do Norte, EUA, acabou o Mundial na 9.ª posição, à frente apenas da Williams, somando só três pontos com Romain Grosjean e Kevin Magnussen. A má performance da equipa com quartel-general em Banbury, Inglaterra, explica a decisão de não renovar contratos com os dois pilotos e substituí-los por dois estreantes: além de Nikita Mazepin, a equipa propriedade de Gene Haas e liderada por Günther Steiner conta com Mick Schumacher. O alemão de 21 anos, filho da lenda Michael e sobrinho de Ralf, ganhou a Fórmula 2 no ano passado.

 

Em cinco épocas na Fórmula 1, a Haas, primeira escuderia norte-americana na categoria desde a Haas-Lola de 1985 e 1986 – não existe qualquer tipo de relação entre estas duas entidades –, registou a melhor ‘performance’ desportiva em 2018: 5.ª no campeonato de construtores, com Grosjean a terminar um grande prémio na 4.ª posição (Grã-Bretanha). As expectativas para 2021 são moderadas. Os planos privilegiam o desenvolvimento do monolugar para 2022, ano de revolução no Mundial, com a introdução de geração nova de máquinas! O dinheiro de Mazepin garante o financeiro do projeto. Logo, para os 'rookies', antecipa-se temporada difícil...

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