Federer reflete sobre despedida e sonha jogar pares com Nadal

Ténis 22.09.2022 07:55
Por Célia Lourenço

Roger Federer assume ter «chorado muito» até tomar a decisão de por um ponto final na carreira, meses antes de tê-la tornado pública há uma semana, numa carta lida pelo tenista de 41 anos nas redes sociais.


Nessa mensagem, o suíço que mais semanas consecutivas esteve na liderança do ranking ATP, anunciou que a Laver Cup, que amanhã começa na O2 Arena londrina, seria o torneio do seu adeus aos pares e aos de fãs que, nas últimas décadas, não pouparam notas para ver o maestro suíço tocar o ténis de encantar.


«Quando anunciei o fim da carreira, queria estar presente. Sei que não vou ser um fantasma e desaparecer. Não foi fácil, porque não queria fabricar momentos e a Laver Cup permitiu-me estar aqui  com a equipa, tentar jogar, fazer parte da comunidade do ténis, com o Bjorn Borg no banco como capitão, que também é especial. É um sonho tornado realidade, no local certo e na hora certa», relatou, agora em paz, mesmo contando, no seu humor habitual, ter «precisado de 25 takes e duas semanas» para gravar a mensagem de despedida. «Mostrei a carta à Mirka [a esposa], aos meus pais, e todos tinham algo a acrescentar. Andei para trás e para a frente... Foi emotivo, mas preparou-me para estar aqui», referiu ao Eurosport, o canal que transmitirá o torneio que opõe a Europa ao resto do Mundo, formato por ele idealizado.


«Já passei por momentos difíceis, em que não era capaz de falar sobre o assunto sem me emocionar. Passei por várias fases... Queria estar feliz e em modo festa», indagou, em retórica. E, a avaliar pelas fotos que chegam de Londres, onde a ausência de Rafael Nadal ainda é notada, o convívio entre estrelas não podia ser mais animado. No entanto, é o espanhol seu rival e amigo que Federer quer ter ao lado, amanhã, naquele que, porventura, será o derradeiro duelo da sua carreira.


«Vou estar nervoso. As pessoas pensam que não, mas não jogo há tanto tempo! Não vou estar ao meu melhor nível. Em singulares já não consigo, por isso recusei ir a Basileia [cidade natal]. Adorava jogar com o Rafa, veremos se é possível. Seria lindo: dois rivais  juntos no mesmo lado do campo, para o último encontro de um deles... Seria especial!»


«Vou sentir saudades de coisas que não vou ter de fazer de novo. Apertar as sapatilhas, por a fita na cabeça, olhar o espelho e dizer para mim mesmo ‘estamos prontos’»


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