«O nosso conselho é que vejam a Volta na televisão!»

Ciclismo 25-09-2020 08:47
Por Entrevista de Fernando Emílio

Já de olhos postos na partida de domingo, em Fafe, Delmino Pereira, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, contou a A BOLA como foi possível colocar a Volta a Portugal na estrada, para salvaguardar a sobrevivência das equipas e o ciclismo português. E de que forma irá a pandemia sacrificar a festa do povo neste atípico ano de 2020.

 

Face a toda a situação atual resultante da pandemia de Covid-19, que Volta a Portugal podemos esperar ver na estrada?


- Os condicionalismos impostos pela DGS não impedem que tenhamos um bom espetáculo desportivo. Somos forçados a restrições na presença de publico nas partidas e chegadas, assim como pedimos que, ao longo da estrada, se evitem ajuntamentos de espectadores, que devem obrigatoriamente utilizar mascara, e cumprir o que está determinado. Nas principais subidas - Santa Luzia, Senhora da Graça e Torre - será vedado o acesso de viaturas, para o menor número de público possível,  como se viu em algumas etapas, na recente Volta à França.

 

-Existem regras definidas para as partidas e as chegadas?
 

- Os acessos serão muito condicionados, com exceção das pessoas devidamente credenciadas para esses locais. Na reta da meta haverá brigadas de sensibilização a aconselhar o público a evitar aglomerações. Vamos distribuir cerca de 15 mil máscaras, mas o nosso conselho é que vejam a corrida na televisão e acompanhem pela comunicação social.

 

- Até que ponto algumas câmaras terem recusado receber a prova condicionou o percurso?
 

- O percurso foi delineado para tocar os pontos mais importantes e imprescindíveis - Senhora da Graça e Alto da Torre -, assim como o contrarrelógio. As etapas não só abrangerão grande mancha do território, como ainda visitarão locais que não recebiam a corrida há muito tempo. Houve municípios a entrar nesta Volta por ser uma versão mais confortável e adaptável do que aquela que tinham no mês de agosto, porque estamos fora da época de férias e festas populares.

 

- A falta de competição pode vir a limitar o pelotão?
 

- É perfeitamente admissível que um corredor que possa estar muito bem na primeira metade da prova, venha a claudicar devido esforço, por não ter competido vários meses e as provas que teve serem de pouca duração. Mas isso até pode trazer algum interesse adicional à Volta a Portugal, pela imprevisibilidade de recuperação dos atletas. Prevejo algumas (para não dizer muitas!) dificuldades para os mais jovens, por estarem menos rodados, neles se incluindo a Seleção Nacional de sub 23.

 

- Haverá medidas sanitárias específicas no decorrer da Volta?
 

- Já tivemos duas provas que serviram de teste, muito úteis, e nos permitiram tirar ilações. Todos os corredores, staff das equipas, comissários e organização farão testes ao Covid-19 até 72 horas antes de se iniciar a corrida, seguindo as normas da UCI e DGS. Todos os dias serão avaliados os sintomas dos que andam na bolha da corrida, com medição de temperatura, incluindo os jornalistas. As equipas médicas estão preparadas para, em 45 minutos, avaliarem e saberem o resultado de qualquer pessoa sintomática.
 

Leia a entrevista completa na edição impressa ou digital de A BOLA.

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