«DGS está com um mês de atraso no ‘timing’ das decisões» 

Mais Desporto 27-08-2020 11:12
Por Nuno Perestrelo e Célia Lourenço

Vinte e quatro horas depois da Direção-Geral da Saúde (DGS) ter tornado públicas as orientações para a retoma competitiva do desporto federado, no escalão sénior, os ecos ainda se faziam sentir por parte dos agentes desportivos. As preocupações são as mesmas.

 

O receio de debandada na formação, escalão que ficou a aguardar diretrizes para um regresso que vá além dos treinos a três metros dos demais atletas. E os testes ao Covid-19, quem os paga? Capacidade financeira que as federações estratificadas no grupo alto risco garantem não ter. A obrigatoriedade de fazer os testes continua a ter várias leituras, sendo que serão as federações e clubes a terem o ónus da questão.


Embora com todas estas preocupações a carecer de resposta, há competições a começar a 4 de setembro e medidas que necessitam ser postas em prática. Recorde-se que face à suspensão das competições em março, por via da pandemia, as modalidades coletivas de pavilhão concertaram não haver despromoções, mas realizar play-off de subida à primeira divisão, pelo que andebol, basquetebol e hóquei em patins são as primeiras a entrar em ação na próxima semana, estando o regresso do voleibol previsto para o dia 10 do próximo mês, com a sua liguilha.


Desta forma, sem esquecer as matérias que tanto deram que falar, o grupo de trabalho das federações de andebol, basquetebol, futebol (futsal), patinagem ( hóquei em patins) e voleibol estiveram ontem reunidas para materializar um dos pontos orientadores da DGS, que se prende com o Plano de Contingência para o Covid-19 a elaborar por federações, clubes, e pela entidade gestora do espaço onde decorra a prática de desporto ou competições desportivas.


«Além de analisarmos o documento, o grupo de trabalho verificou as situações de maior dificuldade de implementação. Face ao disposto, estivemos a elaborar um modelo de plano de contingência. Pretendemos que seja entregue a clubes, federações e gestores do espaço até à próxima terça-feira, de modo a que possam adaptá-lo às especificidades das respetivas modalidades e locais», explicou Paulo Sá, Diretor Técnico Nacional (DTN) do andebol, presença assídua no grupo de trabalho das modalidades coletivas de pavilhão.


Sobre os temas quentes levantados com as orientações divulgadas na véspera, Paulo Sá junta-se às vozes que dizem pecar por tardio. «Concordámos que a retoma fosse faseada. Primeiro os seniores e depois a formação, mas pensando que os seniores começassem a 1 de agosto para que a formação estivesse a retomar um mês depois. A DGS está com um mês de atraso no timing das decisões. Podiam perfeitamente usar o desporto e as boas práticas nos clubes, com o uso de máscara e o distanciamento social, para os miúdos levarem para as escolas… Não nos quiseram ouvir», lamentou.
 

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