«Protesto dos jogadores é decisão pessoal»

Irão 17.11.2022 16:27
Por Redação

O capitão do Irão, Alireza Jahanbakhsh, disse, esta quinta-feira, que manifestações dos jogadores em prol dos protestos contra o regime iraniano no Campeonato do Mundo são «decisão pessoal».


«Estamos focados em jogar futebol. Desde criança que sonho em representar a seleção, sentimento comum a todos os jogadores. Estamos aqui para respeitar a camisola, a seleção, e dar alegrias ao povo iraniano. Celebrar ou não e com isso assinalar um protesto é uma decisão pessoal de cada jogador», palavras do avançado do Feyenoord (Países Baixos), 


Em conferência de imprensa, a quatro dias de se estrearem contra Inglaterra, primeira jornada do grupo B, o jogador comandado por Carlos Queiroz explicou que a decisão de cantar o hino ou não, outra forma de protesto, será tomada «em conjunto, após discussão interna».


Carlos Queiroz, selecionador português do Irão, de Taremi, avançado do FC Porto, já tinha dito, na terça-feira, que os futebolistas «têm o direito de se expressar, desde que seja no espírito do jogo e das leis da FIFA».


Um movimento de protesto de massas que se estendeu a todo o país tem abalado o Irão desde a morte, há dois meses, de Mahsa Amini, uma curda iraniana de 22 anos, presa por violar um rígido código de vestimenta que exige que as mulheres usem o véu islâmico em público.


Vários jogadores da seleção iraniana expressaram apoio aos protestos nas redes sociais, usando pulseiras pretas durante os últimos jogos ou recusando-se a cantar o hino nacional.


O Irão estreia-se no Mundial-2022, no Catar, perante a Inglaterra, no dia 21 de novembro, defrontando, a seguir, o País de Gales, no dia 25, e depois os Estados Unidos, a 29.

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