Fernando Santos a A BOLA: «Otávio está no radar e é observado»

Seleção 03-05-2021 14:28
Por Miguel Cardoso Pereira

Em entrevista a A BOLA, Fernando Santos falou sobre a possibilidade de chamar Otávio, médio do FC Porto, às convocatórias da Seleção Nacional.

 

- Ainda não chamou Otávio, jogador do FC Porto, nascido no Brasil, mas desde há pouco cidadão português. Pondera selecioná-lo e, se sim, quando?

 

- Desde que o Otávio passou a ser cidadão português - e na assunção evidente de que tem qualidade para ser chamado ao grupo, claro - faz parte do lote de observação constante. Não gosto de falar de números, pelo que não lhe vou dizer se nesse lote estão quarenta, cinquenta ou mais jogadores. Mas sim, faz parte desse lote. Está no radar e é observado, está na mira do selecionador para poder vir a ser, ou não, convocado. Nesse aspeto é um caso até bastante claro. Agora, se me perguntar, como creio que o fará, se as hipóteses de Otávio ser chamado para este Campeonato da Europa são nulas, eu responder-lhe-ei que não, não são nulas. E respondo-lho justamente pelo que lhe disse antes, porque está no tal grupo de observados. E se me perguntar se, no que respeita à convocatória para o Euro-2020, ele é um daqueles que está na lista e que só não irá à competição se houver alguma infelicidade, também lhe respondo que não.

 

- No seu caso enquanto selecionador, esta questão é talvez mais sensível, porque facilmente associável à chamada de Dyego Sousa, que não foi duradoura, não lhe parece?

 

- Não creio que tenha a ver com isso. Sabe, eu já pensei muito sobre esse assunto. Vejamos: analisemos dois jogadores que foram meus antes da chamada à Seleção e que nasceram noutro país - no Brasil, na circunstância -, o Deco e o Liedson. Há ainda o Pepe, pois claro, mas a ele não me refiro porque não foi meu jogador em clube. O Deco e o Liedson fizeram percursos diferentes na Seleção porque o tempo que tiveram de Seleção foi bastante diferente e isso é muito importante. Uma coisa é uma situação quase pontual, e essa, a meu ver, não funciona tão bem. No caso do Dyego Sousa, foi chamado quando o Éder não estava em grande condição e eu achei que ele, justamente, reunia determinadas características que eu acho que a Seleção deve ter sempre, mesmo que não a titular, apenas num determinado contexto de jogo, num determinado momento. O Dyego Sousa fez tudo o que podia, e por isso eu agradeci-lhe, mas a aposta não se consubstanciou e deixou de contar. Não será esse o caso de alguém que possa ter sete ou oito anos para jogar pela Seleção, alguém que possa fazer um percurso diferente, crescer dentro da Seleção, portanto.

 

Leia a entrevista na íntegra na edição impressa ou digital de A BOLA

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