«Senti uma força incrível a esmagar-me a cabeça. Foi uma dor impossível de imaginar»

Hull City 26-09-2018 11:47
Por Redação

O ex-jogador do Hull City, Ryan Mason, viu-se obrigado a colocar um ponto final na sua carreira, por culpa da arrepiante lesão que sofreu no dia 22 de fevereiro de 2017, num jogo frente ao Chelsea.

 

«Entrámos bem no jogo. Eu estava a marcar o N'Golo Kanté, estava a ser uma boa batalha, muito leal. Então aos 13 minutos aconteceu», começou por recordar o antigo médio do Hull City, através de declarações à revista FourFourTwo.

 

Mason chocou com Gary Cahill, sofreu um grave traumatismo craniano e  hemorragia interna: «Houve um canto. A bola veio, saltei e subitamente senti uma força incrível a esmagar-me a cabeça. Foi uma dor impossível de imaginar.»

 

«Aquela decisão provavelmente salvou a minha vida. Ele percebeu que eu tinha fraturado o crânio e que podia ter lesões cerebrais porque o lado direito da minha cara estava caído e paralisado. O motorista da ambulância queria levar-me para o hospital mais próximo, mas o doutor Mark Waller recusou, insistiu que me levassem para o St Mary's. Passámos por dois hospitais antes de lá chegarmos», rematou, antes de revelar outra situação que viveu no hospital: «Tiveram de me mudar para um quarto particular porque eu não tolerava qualquer barulho, por mínimo que fosse. Até as enfermeiras a sussurrar parecia-me que estavam a gritar dentro da minha cabeça.»

 

O ex-jogador revelou que dormia entre 20 a 22 horas por dia, pois sabia que tinha agrafos e placas de metal na cabeças. Os médicos só explicaram o que tinham feito durante a cirurgia seis meses depois: «Só seis meses depois é que os médicos vieram ter comigo e explicaram exatamente o que tinham feito. Se me tivessem dito na altura não sei se teria aguentado.»

 

«Ao todo tenho 14 placas de metal no crânio e 28 parafusos que as mantêm no lugar. Foram usados 45 agrafos para fechar a ferida ao longo da minha cabeça. Quando tiraram os agrafos não foi propriamente agradável.» explicou.

 

Mason ainda  tentou regressar aos treinos, mas os médicos avisaram-no de que a probabilidade de vir a ter graves problemas de saúde era elevada, por isso, o médio optou por abandonar os relvados.

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