Adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio vai custar 1,6 mil milhões de euros

Desporto 30-11-2020 14:11

De acordo com o jornal japonês “Yomiuri”, a estimativa inclui o custo de pessoal vinculado ao adiamento e à introdução de novos sistemas de reembolso de bilhetes, mas não estão incluídas medidas contra a disseminação do novo coronavírus.

João Tereso Casimiro

A fatura global do evento, cujo histórico adiamento teve uma carga simbólica única no mundo ligada à pandemia, ascenderá a mais de 10,8 mil milhões de euros, segundo os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. O atraso de um ano dos jogos e as medidas adicionais vinculadas à Covid-19 custarão 200 mil milhões de ienes (1,6 mil milhões de euros) ao país organizador, segundo o portal “Palco 23”.

De acordo com o jornal japonês “Yomiuri”, citado pela Bloomberg, a estimativa inclui o custo de pessoal vinculado ao adiamento e à introdução de novos sistemas de reembolso de bilhetes, mas não estão incluídas medidas contra a disseminação do novo coronavírus. Inicialmente, os organizadores esperavam um custo de cerca de 300 mil milhões de ienes (2,5 mil milhões de euros) vinculado à mudança histórica da data dos jogos, embora esperassem reduzir essa magnitude.

O comité organizador dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 vai reunir em dezembro para distribuir os custos adicionais entre as diferentes entidades envolvidas nas negociações – o governo da área metropolitana de Tóquio e o governo central do Japão.

Thomas Bach, presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), tinha anunciado em outubro que os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 tinham previsto uma recuperação de 30 biliões de ienes (240 milhões de euros) graças à implementação de 50 medidas para simplificar o evento.

A lista de cortes, que já recebeu a aprovação do COI, inclui 52 pontos, entre os quais se destacam a redução de pessoal não desportivo, as mudanças nas operações de transporte da tocha olímpica e a redução ou eliminação de diversos atos institucionais.

Bach indicou que o COI mantém a intenção de ter espectadores internacionais durante os jogos, mas que tudo “vai depender da evolução [da pandemia] nos próximos meses”. Sobre a presença do público, o diretor executivo dos Jogos Olímpicos, Christophe Dubi, disse que “em dezembro teremos um quadro mais claro da evolução”, o que lhes permitirá tomar decisões mais precisas durante a primavera de 2021.

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