Durante uma reportagem, emitida pela BTV, que assinala os 58 anos da última conquista europeia do Benfica, Rui Costa vincou que recuperar o prestígio internacional é uma das metas do clube.
«O primeiro passo é recuperar estes anos que não nos correram de feição e voltar a estar em patamares que representam aquilo que é grandeza do nosso clube. Não ficámos satisfeitos e temos de recuperar rapidamente a nossa condição de grande clube de top europeu», afirmou o antigo internacional português, agora administrador da SAD do Benfica.
Rui Costa assumiu que voltar a uma final da Liga dos Campeões [n.d.r. a última foi em 1989/90] «é extremamente difícil», mas lembrou que «não há impossíveis», segundo necessária uma «preparação para atingir um patamar elevado» nas competições europeias.
«Inevitavelmente, temos de ter sempre uma participação honrosa nesta competição, na qual não tivemos nos últimos anos, em que as coisas não nos correram nada bem. Mas, temos de nos preparar efetivamente para poder estar num patamar elevado na Liga dos Campeões, independentemente, depois, de chegar a ganhar um dia ou não», declarou.
O antigo jogador e capitão do Benfica lembrou «com vaidade» a conquista da Taça dos Campeões Europeus [n.d.r. vitória por 5-3 sobre o Real Madrid], há precisamente 58 anos, um «marco da história do clube» que todos os novos jogadores ficam desde logo a conhecer:
- Quando qualquer jogador chega ao Benfica, nós podemos dizer, orgulhosa e vaidosamente, que fomos campeões europeus duas vezes, que fizemos finais. Temos de recuar a esse tempo para dar esse exemplo e mostrar o que foi o Benfica e, inevitavelmente, utilizarmos isso para dizer que é aquilo que queremos voltar a fazer no nosso clube, o sonho de todo o benfiquista.
O administrador do clube também falou da aposta que o Benfica tem vindo a fazer na formação: «A estratégia de termos muitos jogadores da formação não é só pelo aspeto desportivo, financeiro ou de venda futura, mas com o trazer, para dentro do balneário, pergaminhos do clube que vão aprendendo desde cedo. Tendo esses jogadores com experiência, crença e orgulho pelo clube, torna-se mais fácil transmitir aos restantes.»
«Se há uma coisa boa que temos conseguido é fazer com que todos os jogadores, ou a grande maioria, tenham um sentimento real pelo clube, e não só profissional. Que se afeiçoem, que consigam perceber o que representa ser jogador do Benfica», rematou.