Zico rasga elogios a Jesus: É o responsável por a equipa estar a jogar desta forma»

Flamengo 20-11-2019 10:00
Por Redação

Zico é uma das maiores glórias de todos os tempos do futebol mundial e figura incontornável do Flamengo, recentemente concedeu uma entrevista exclusiva para o podcast oficial da Conmebol Libertadores para falar acerca da final da principal competição da América do Sul entre Flamengo e River Plate, a disputar no sábado, dia 23 de novembro, em Lima, no Peru. O antigo internacional brasileiro analisa o que mudou com Jorge Jesus e os tempos em que ainda dava pontapés na bola e conquistou a prova, negando qualquer comparação entre a equipa de 1981 e a de 2019.

 

«Sou do Flamengo. Como adepto vi uma das piores fases do clube, quando não ganhava nada. Quero ver se ainda terei essa alegria de ver as maiores glórias da equipa. Foi muito mais emocionante ganhar a Libertadores do que o Mundial. No Japão, não havia ninguém, não sabiam o que era futebol. Faziam entradas duras e batiam palmas, achando que era basebol. Havia dois apoiantes do Flamengo no estádio. O Flamengo triplicou a sua massa associativa (depois de 1981). Virou uma Nação, um Flamengo do Brasil e não um Flamengo do Rio de Janeiro. Em 71, quando jogávamos em São Paulo, não havia nenhum gato pingado nosso. Hoje, há adeptos do Flamengo por todo mundo. Não existe comparação entre o Flamengo 2019 com o de 1981, as épocas são diferentes, gerações diferentes, infraestruturas diferentes, modos de competir diferentes. O Flamengo investiu muito neste conjunto e nada em nós. Eram todos da casa. Nos últimos seis meses, treinámos num campo de terra, não havia sequer relvado. Jogámos sete partidas decisivas, e não se poupavam jogadores. Éramos jogadores habituados a jogar nos pelados e acostumados a jogar descalços, ganhámos tudo. Um final feliz igual ao das novelas», afirmou.

 

Quanto ao mérito e ao trabalho de Jesus justificou: «Todos no plantel sabem da responsabilidade e entenderam o que é o Flamengo. Jorge Jesus transmitiu-lhes isso bem. Isso ajuda muito. E, de fora, dá a impressão de que o profissionalismo é muito grande. Eles sabem o que representa para cada um, tal como para o fla face às conquistas que estão por vir. O Flamengo está preparado para o River, todos os jogadores que atuaram na Europa estão acostumados com este tipo de jogo. Desde Diego Alves, Pablo Marí, Rafinha, Filipe Luís, Gerson, Gabigol, Bruno Henrique, estão todos habituados. A filosofia de jogo do Mengão faz a equipa não esmorecer jamais. Se está a ganhar, quer marcar mais golos e mantém a forma de jogar independente do resultado. Mesmo ganhando, mantém a pressão e quer logo liquidar. Todos os desportos são assim. No boxe, se tu deres dois socos ou três já colocas o adversário no chão. Se o deixares recuperar, vais acabar por levar um também.»

 

E contou como vai acompanhar a final: «Colocarei o meu despertador às 5h para ver a final e vou mexer no meu sono. Agora dá prazer de ver o rubro-negro pela forma de jogar. Só acordo de madrugada quando há algo interessante. O Flamengo é diferente, sempre precisa de algo mais como a luta e a determinação. Passei quatro anos a comentar a Liga dos Campeões, entre os quais alguns jogos do Jorge Jesus. Já conheço bem o seu trabalho e é lógico que, aliado ao plantel que recebeu, soube colocar em prática. Jorge Jesus é o responsável pela equipa estar a jogar dessa forma.»

 


 

 

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