Acordo entre Briosa e BMG está tremido

Académica 08-10-2019 12:45
Por Rui Amorim

O princípio de acordo assumido entre a Académica e o Banco de Minas Gerais (BMG) para a constituição de uma SAD para a gestão do futebol profissional está tremido.
Este foi o principal tema das últimas eleições do emblema de Coimbra, em junho passado, tendo o anúncio de uma parceria com a instituição financeira brasileira - já havia manifestado interesse em entrar no capital da SAD do Vitória de Guimarães, numa iniciativa que esbarrou nos estatutos do clube minhoto e na contestação dos adeptos - gerado bastantes dúvidas junto dos  aficionados da Briosa. Ainda assim, o presidente Pedro Roxo foi reeleito num sufrágio bastante concorrido.


Desde esse ato eleitoral que não foi conhecida qualquer evolução significativa no processo do BMG, nem foi sequer agendada uma assembleia geral indispensável para viabilizar a passagem de SDUQ a sociedade desportiva.


Um dos fatores que estará a travar o processo tem a ver com a vontade do BMG em assumir a gestão do futebol profissional na qualidade de acionista maioritário, condição que continua a gerar incómodo entre os adeptos.


Pedro Roxo admitirá que o projeto da instituição brasileira não deverá passar em assembleia geral e, perante os diversos condicionalismos, continua disponível para ouvir propostas de outros investidores, na tentativa de encontrar parceiros que se mostrem disponíveis para entrar no capital de uma futura SAD, embora numa posição minoritária.


Por exemplo, em agosto passado, estiveram em Coimbra emissários de um grupo japonês, que se reuniram com Pedro Roxo e visitaram as instalações dos estudantes. Entretanto, o líder do conjunto conimbricense desenvolveu contactos com outros mediadores, podendo romper a ligação com o BMG a qualquer momento e anunciar um novo parceiro, em condições igualmente tidas como vantajosas para a instituição academista.
 

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