Vítor Pereira admite erro: «Fiz uma ´cagada´ muito grande...»

Corinthians 06.09.2022 10:18
Por Redação

Terceiro classificado no Brasileirão, Vítor Pereira não está descansado no comando do Corinthians. Ao recordar o mais recente jogo, um empate frente ao Internacional (2-2), o treinador admite que errou na preparação da equipa para o jogo, na carga física que colocou nos jogadores tendo tido mais tempo para preparar o encontro: uma semana, ao contrário dos ´habituais´ três dias que até costuma lamentar.


«Esta semana fiz uma ´cagada´ muito grande, vou dizer-vos. Ainda não partilhei isto com ninguém, nem com os meus jogadores. Tivemos mais dias para treinar e, ao rever o jogo, percebi claramente que, devido à vontade de treinar e melhorar a minha equipa, fiz o quê? Treinei na intensidade que gosto de treinar, demos uma carga que eles não estavam habituados. Por causa disso, chegámos ao jogo cansados, sem capacidade: aguentámos na primeira parte, na segunda não. E isso é da minha responsabilidade», contou Vítor Pereira numa conferência no Brasil Futebol Expo.


Em seis meses e meio, além de ser terceiro e nunca ter descido abaixo do 4.º lugar, está nas meias-finais da Taça do Brasil, mas já foi eliminado nos quartos de final da Libertadores.


«Pareço mais um treinador ´resultadista´ do que um treinador virado para o que mais amo no futebol, a estética, o jogo bem jogado. No Brasil não consegui. Não consegui porque tenho um calendário absurdo, um plantel que não é jovem e não tem capacidade de responder de três em três dias, aparecem lesões a que não estava habituado, com viagens atrás de viagens, que nos obrigam a não ter quase oportunidade de treinar. E eu gosto muito de treino, adoro treino, só consigo mudar comportamentos e jogar o jogo que gosto, de pressão total, o tempo inteiro, se treinar, se a equipa estiver recuperada», sublinhou.


Vítor Pereira disse que não está a conseguir ser o treinador que queria, o que levantou logo especulação de que não continuará na próxima época (tem contrato até dezembro).


«Sinceramente, no Brasil não fui, nem de longe nem de perto, o treinador que já consegui ser noutras ocasiões. Aqui o grande desafio é: hoje jogamos com uma equipa que vai nos colocar muitas dificuldades porque tem um jogo com determinadas características e precisamos em dois dias nos adaptar e esquecer o que fizemos no jogo anterior, preparar o jogo seguinte», avaliou.

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