«Em Portugal não vão falar da nossa qualificação, mas sim da invasão de campo...»

Corinthians 14.07.2022 09:15
Por Redação

Com uma vantagem de 4-0 na primeira mão dos oitavos de final da Taça, Vítor Pereira encarou a segunda mão, esta noite no terreno do Santos, como uma chance para dar descanso a alguns jogadores num calendário muito apertado.


«Viemos com uma vantagem grande. Procurámos gerir um pouco alguns jogadores para o próximo jogo. Quanto a alguns que jogaram hoje, que não têm tantas oportunidades, fiquei muito satisfeito», disse, falando depois sobre as agressões no final da partida, nomeadamente ao guarda-redes Cássio, e invasão de campo.


«Já vivi situações idênticas… isto não é futebol. O futebol não pode ser isto. Não posso estar a fazer muitos comentários, prefiro falar do jogo. As pessoas não podem vir ao futebol desta forma… é muita frustração, a quererem dar a volta. Sei que o Santos não está a passar uma fase boa, mas isto passa muito além dos limites, por isso tem de se tomar medidas. Se deixamos de ter segurança não pode haver futebol…», disse, quando questionado sobre como estas situações afetam a imagem do futebol no estrangeiro.


«[O Brasil tem] Boas equipas, muitos jogadores de qualidade, bons treinadores [mas] um calendário absurdo, que não cabe na cabeça de ninguém. Não permite tanta qualidade - se os jogadores pudessem descansar, o produto seria de mais qualidade e não de sobrevivência. Tenho a certeza de que em Portugal amanhã não vão falar da nossa qualificação, mas sim da invasão de campo. Porque a imagem que passa é esta, não um nível alto de futebol. Com cenas destas….»


«Naturalmente perdemos qualidade no nosso jogo, qualidade ofensiva, mas continuamos a ser uma equipa competitiva. Com exceção ao jogo contra o Fluminense, que foram mexidas a mais, porque não havia outra possibilidade», acrescentou, em referência à dezena de jogadores que tem fora por lesão, o que tem limitado a produção ofensiva.


«Continuamos sem alguns jogadores importantes. Perdemos soluções em termos de ataque. O Willian é muito importante, o Mantuan, o Júnior Moraes, o Mosquito. Assim o Adson e o Róger são obrigados a jogar sempre. Quando tivermos outros argumentos daremos resposta ofensivamente», justificou.

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