Candidato derrotado desafia comunidade internacional a pronunciar-se sobre denúncia de fraude eleitoral

Guiné-Bissau 11-01-2020 17:11
Por Lusa

O candidato derrotado nas eleições presidenciais da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, instou a comunidade internacional a pronunciar-se «com urgência» em relação às provas de alegada fraude eleitoral que apresentou à justiça do país.

 

Em carta dirigida aos embaixadores e chefes de missões diplomáticas acreditadas em Bissau, Domingos Simões Pereira pede um pronunciamento «sobre a necessidade de uma clarificação das fraudes denunciadas» nos órgãos responsáveis.

 

Entre as entidades, a carta de Domingos Simões Pereira foi dirigida a Mauro Vieira, presidente da comissão das Nações Unidas (ONU) para a consolidação da paz na Guiné-Bissau, aos embaixadores de Portugal, Antonio Alves de Carvalho, de Angola, Daniel Rosa, dos EUA, Tulinabo Mushingi, e de França (Jean-Louis Zoel).

 

Domingos Simões Pereira lembra aquelas entidades que sempre consideraram a credibilidade das eleições e os resultados das mesmas como elemento determinante para a sustentabilidade da paz na Guiné-Bissau.

 

Por discordar dos resultados da segunda volta das presidenciais, Domingos Simões Pereira fez um recurso impugnatório junto do Supremo Tribunal de Justiça, que na Guiné-Bissau também tem as competências de tribunal eleitoral, apresentando um conjunto de elementos para provar alegadas fraudes no processo.

 

O Supremo Tribunal ainda está a apreciar o dossiê.

 

Na carta aos diplomatas, Domingos Simões Pereira junta os elementos que comprovam as alegadas fraudes que apresentou ao tribunal.

 

Segundo os resultados provisórios, o general Umaro Sissoco Embaló, apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), venceu o escrutínio com 53,55% dos votos, enquanto Domingos Simões Pereira conseguiu 46,45%.

 

O advogado Carlos Pinto Pereira, que representa Domingos Simões Pereira, afirmou, na quinta-feira, que «cerca de 110 mil votos foram manipulados» e que «só uma recontagem poderá determinar quem realmente venceu as eleições presidenciais no dia 29 de dezembro».

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