Feizal Sidat regressa à presidência da FMF

Moçambique 14-12-2019 14:30
Por Alexandre Zandamela, Maputo

Quatro anos depois, Feizal Sidat regressa à presidência da Federação Moçambicana de Futebol, ao sagrar-se vencedor do escrutínio realizado este sábado, em Maputo, derrotando o candidato da continuidade, Alberto Simango Júnior, e o ex-futebolista e capitão dos Mambas, Manuel Bucuane (Tico-Tico).

 

Nas eleições mais concorridas de sempre na Federação Moçambicana de Futebol e perante uma audiência que lotou por completo a Sala Ferdinand Wilson, na Casa do Futebol, das 11 Associações Provinciais votantes, Feizal Sidat arrecadou um total de seis votos, contra dois de Simango Jr. e outros tantos de Tico-Tico, tendo se registado um voto nulo.

 

O processo foi dirigido por uma Comissão Eleitoral Independente, presidida por José Manuel Caldeira, um prestigiado jurista moçambicano, tendo contado com o testemunho de uma mandatária da Federação Internacional de Futebol (FIFA), tal como, aliás, havia prometido o respectivo presidente, Gianni Infantino, aquando da sua recente visita a Moçambique.

 

Feizal Sidat regressa a uma casa que muito bem conhece, já que foi vogal e vice-presidente no consulado de Mário Coluna, presidente durante dois mandatos, isto é, oito anos, tendo saído em 2015, altura em que chegou ao trono o ora derrotado Alberto Simango Jr..

 

No seu elenco, que dirigirá os destinos do futebol moçambicano no quadriénio 2020-2023, Sidat conta, entre outros, com o ex-jogador Paíto, que em Portugal se notabilizou ao serviço do Sporting Clube de Portugal.

 

Nas suas primeiras declarações à Imprensa, o regressado presidente da Federação Moçambicana de Futebol agradeceu o voto de confiança das Associações Provinciais, que é, aliás, o voto dos clubes federados, prometendo cumprir integralmente o seu manifesto eleitoral.

 

No tocante aos Mambas, Feizal Sidat anunciou que irá manter o técnico português Luís Gonçalves como seleccionador nacional, afirmando que está a realizar um excelente trabalho, pelo que “em equipa que ganha não se muda”.

 

Em referência a este escrutínio directo e universal, a unanimidade dos presentes é de um processo transparente, facto que vai credibilizar a própria Federação e o futebol em si, tendo em conta as situações inconfessáveis verificadas nos anos anteriores.

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