«Não há melhor treinador do que Jesus para Cebolinha» 

Benfica 11-08-2020 12:14
Por Entrevista de Nuno Paralvas

André, avançado de 29 anos que passou seis meses pelo Sporting na época 2016/2017, é companheiro de equipa de Everton Cebolinha no Grêmio. Diz que o futuro reforço do Benfica «tem um repertório incrível de dribles e que o ponto forte é a finalização». E antecipa que vai melhorar com Jesus. André fica a torcer... pelo Benfica
 

- Viva, André. Já passaram quatro anos da sua passagem pelo Sporting. O tempo passou a voar. Está tudo bem consigo?

 

- É verdade, quatro anos, parece que foi ontem. Tenho muitas saudades do vosso país. Não estive aí muito tempo [jogou nos primeiros seis meses da época 2016/2017], mas foi marcante. Dessa experiência ficaram muitas amizades e o meu cão, que trouxe comigo para o Brasil. Mas estou muito feliz aqui [no Grêmio].

 

- Continua a falar com ex-companheiros de equipa?

 

- Não, ainda falo com alguns brasileiros daquela equipa, como o Bruno César, o Elias, o Jefferson mas já aí não estão, como sabem. Mas estou sempre a torcer pelo Sporting, vejo sempre os resultados, tento acompanhar a atualidade, sei que tem alguns bons brasileiros também. Fiquei na torcida e continuo à espera que acabe o jejum de títulos.

 

- O que recorda daqueles seis meses?

 

- A principal diferença é o padrão tático. Em Portugal, os treinadores são muito táticos e inteligentes e entendem bem o jogo. O que mais me marcou foi a questão tática.

 

- Também jogou na Champions contra Real Madrid e Dortmund.
 

-  Jogar contra Cristiano Ronaldo foi uma das minhas maiores experiências. Não há o que falar mais. Fizemos grande jogo no Bernabéu [Sporting perdeu 1-2 com o Real Madrid mas esteve a ganhar até um minuto do fim]. Fizemos grandes jogos. É uma competição enorme, todos os jogadores sonham jogar na Liga dos Campeões. E, digo sempre, arrepia quando ouvimos o hino da prova.

 

- Como foi ser treinado por Jesus?
 

- Foi uma experiência ótima. É um dos melhores treinadores do mundo. O cara entende muito do jogo, sabe ler o jogo, taticamente é muito forte e tira o melhor dos jogadores. Ter trabalhado com ele foi uma honra, sabe tirar maior potencial dos jogadores. Cobra muito porque é um cara que quer vencer, gosta da perfeição, vive intensamente o futebol e é rigoroso diariamente.

 

- Tem alguma história engraçada com ele?
 

- Que me lembre… Olha, todo o mundo sabe, ele cobra muito. No primeiro treino já me estava a cobrar o posicionamento. Disse-me que se continuasse a fazer as mesmas coisas não jogaria. Nunca. Cara, ouvir aquilo no primeiro dia assusta. Depois percebemos que é um personagem. Ele disse-me que, no mundo inteiro, em primeiro estava o José Mourinho e a seguir ele. É muito confiante.

 

- Ficou surpreendido por ter trocado o Flamengo pelo Benfica?
 

- Conhecendo-o, sabia que balançava para ir, Benfica é um grande de Portugal. No Flamengo, havia identificação dele com o clube e torcida, vivia uma fase espetacular, mas fiquei sempre na dúvida.

 

- Agora, vai torcer por Benfica ou Sporting?
 

- Fica na torcida pelo Jesus. Tenho um carinho muito grande por ele e ele por mim. E o Benfica também está perto de ter companheiro meu. Vou ficar na torcida.

 

- Jesus pediu-lhe ajuda para convencer o Everton Cebolinha?
 

- Não pediu. Essa é uma decisão particular do Everton.

 

- E o que disse ao Cebolinha sobre o Benfica.
 

- Quem falou muito bem foram o [Bruno] Cortez [lateral-esquerdo] e o Júlio César [guarda-redes], que jogaram no Benfica. Não tem como falar mal do Benfica. E o país é muito bom. O Everton é um menino muito reservado, tímido. O [Bruno] Cortez tem conversado mais com ele, como dizemos aqui no Brasil está dando planta para ele.

 

-  Como joga o Everton?
 

- Gosta de jogar pela esquerda e desequilibra a qualquer momento. Tem um repertório incrível de drible e o ponto forte dele é a finalização. Faz muito golos. É muito bom no drible e na finalização. Com certeza, Jesus vai tirar mais dele. É um privilegiado por ter trabalhado com o Renato [Gaúcho] e agora com Jesus. O futebol europeu é diferente, por causa das questões táticas, mas não há treinador melhor para Cebolinha do que Jesus.

 

Leia a entrevista completa na edição impressa ou digital de A BOLA.

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