«Encontrei um grupo com vontade de dar a volta»

Sporting 17-10-2019 00:15
Por Redação

Desde que foi apresentado como treinador do Sporting, a 27 de setembro, fez dois jogos e conseguiu duas vitórias: primeiro com o Desportivo das Aves, para o Campeonato, depois frente ao LASK Linz, na Liga Europa. Jorge Silas atribui, porém, o mérito desses triunfos aos jogadores.

 

«Quando cheguei encontrei um balneário muito chegado, com gente brincalhona e eu gosto de ver bom ambiente no treino, mesmo quando se perde. Acho que não devemos olhar para uma derrota como uma tragédia porque, por vezes, é nas derrotas que mais se aprende. E encontrei também um balneário com vontade de aprender, de trabalhar e de dar volta à situação negativa que estavam a passar, embora achasse que os últimos jogos tinham sido bons. Faltava o resultado. Mas as derrotas tiram sempre confiança e (os jogadores) estavam a desconfiar do valor que têm. É normal. Quando não se ganha, desconfiamos de tudo. Mas encontrei-os com muita vontade de dar a volta e conseguimos dois jogos e duas vitórias, sobretudo por eles porque não tivemos tempo de trabalhar absolutamente nada. Foi a vontade deles ganharem», explicou por dizer à Sporting TV.

 

Decisivo no triunfo em Vila das Aves foi também o apoio dos adeptos: «Quando estamos numa fase negativa, estamos mais atentos ao feedback que vem de fora do campo. Por isso, é nessas fases negativas que os jogadores mais precisam que os adeptos os apoiem.»

 

Ficaram, assim, lançadas as primeiras bases para colocar o Sporting no caminho desejado: «Primeiro, recuperar os jogadores animicamente, e as vitórias fazem isso. Depois, implementarmos a ideia que queremos e que acreditamos que nos pode levar o mais alto possível. (…) A ideia é ter bola o mais tempo possível porque, se tivermos bola, não nos fazem golo. Queremos ter bola e criar ocasiões de golo. Apesar de ser muito ofensiva, a nossa ideia de jogo é também não sofrer golos e podermos vir a ser uma das melhores defesas do campeonato. Isso também dá estabilidade.»

 

A ideia de um treinador com um só objetivo: «Não há hipótese – o treinador do Sporting tem de pensar em títulos. Não se pode ser treinador do Sporting e não pensar em ganhar títulos. Já sonhava ganhar títulos no Belenenses, imagem aqui... Os títulos são importantes para a nossa carreira como treinadores e também para o clube. O objetivo final é levar o Sporting a ganhar títulos e o grande sonho é fazer o que fez a equipa de hóquei (do Sporting) há pouco tempo: ganhar títulos internacionais. São mais difíceis para os clubes portugueses do que para outros de países com maior poderio, mas o objetivo é ganhar títulos.»

 

«Queremos criar uma equipa da qual os sportinguistas se possam orgulhar. Para isso é preciso ganhar títulos. Esse é o grande sonho», rematou.

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