Rosier apela: «Deem-nos força e não nos deixem cair»

Sporting 13-10-2019 12:03
Por Marta Fernandes Simões

Em entrevista que pode ler na edição deste domingo de A BOLA, Valentin Rosier, que chegou a Alvalade no último defeso, deixou apelo aos adeptos para se unirem em redor da equipa, prometendo retribuir em campo a confiança.


- Chegou ao Sporting há cerca de três meses e meio, na última janela de mercado. Acredita que foi uma boa escolha?

 

- Sim. Claro que penso que o Sporting foi uma boa escolha, mesmo que tenhamos tido um início de época um pouco complicado. Estamos a dar a volta a isso e não duvido da capacidade da equipa.

 

- Quando assinou, não pôde começar logo a jogar porque ainda recuperava de lesão. Receou eventuais críticas dos adeptos?

 

- Não, nunca tive medo disso, porque posso colocar-me na posição dos adeptos que ficam com dúvidas e perguntam quando começa a jogar aquele jogador. Compreendo que se enervem com isso e façam perguntas, mas não, nunca tive receio. Sabia que, tendo em conta a lesão, necessitava de mais tempo, mas está tudo ultrapassado e agora estou aqui e vou fazer tudo para ajudar a equipa e para que os adeptos se orgulhem de nós.

 

- Estreou-se no Estádio do Bessa e afirmou que não foi o início com que sonhava...

 

- Não foi a estreia com que tinha sonhado, porque a equipa não conseguiu a vitória [1-1]. Foi esse o sentido das minhas palavras. Eu e a equipa não fizemos um mau jogo, mas também não tivemos a sorte de conseguir mais. Só disse isso porque não ganhámos.

 

- Fez cinco jogos pelo Sporting, acha que já está no seu melhor nível?

 

- Não, penso que ainda não estou no meu melhor nível. Acho que ainda me falta um pouco de tempo para tal. Não sei como hei de explicar. Não estou ao meu melhor nível, mas isso vai chegar. É necessário que me habitue ao jogo em Portugal, à língua, às ideias do treinador. Gradualmente, quando tiver mais entrosamento com os meus colegas, isso vai acontecer. Tem de ser etapa a etapa.

 

- Não foi aposta no último jogo da equipa. Acusou desgaste/ressentiu-se de um problema físico?

 

- Foi apenas porque vinha de uma lesão e de uma recuperação prolongadas e fiz cinco jogos completos. Juntamente com o departamento médico e o staff, decidimos que havia a necessidade de alguma gestão simplesmente. Não houve problemas físicos ou qualquer recaída. Considerámos apenas que seria melhor ter algum repouso devido ao tempo em que estive lesionado e ao tempo que levou a recuperar.

 

- Desde que chegou, já trabalhou com três treinadores...

 

- Não tenho opinião sobre isso. É o clube que tem de gerir esses assuntos. Para mim, não importa que treinador esteja à frente da equipa, ouvirei sempre o que me disser e tentarei colocar em prática as suas instruções.

 

- Jorge Silas chegou há pouco tempo, que opinião tem do treinador?

 

- Já deu para ver que tem os seus métodos, já teve duas vitórias. Os movimentos são um pouco diferentes, tem coisas diferentes, mas ainda está no início, ainda é cedo para avaliar.

 

- Silas já utilizou o 3x5x2. Sente-se confortável nesse sistema?

 

- Essa tática não me coloca problemas. Mas não é uma questão de adaptação individual, tem sempre a ver com a adaptação da equipa. É sempre necessário haver adaptação a esse ou a outro esquema. Se tudo correr bem, será bom para todos. Não me coloca problemas a mim e acho que à equipa também não.

 

- Apesar de a equipa ter ganhado os últimos dois jogos, com o Aves e o LASK, houve críticas sobre o desempenho...

 

- Honestamente, penso que o mais importante é estarmos todos juntos e mesmo que alguns pensem que não jogámos bem, apetece-me dizer que temos a vitória e que isso é essencial. Certamente que no futuro faremos jogos bem melhores, mas as últimas vitórias são nossas e estamos juntos para melhorarmos.

 

- Neste momento em que existe alguma contestação por parte dos adeptos, quer deixar-lhes alguma mensagem de confiança para o futuro?

 

- O que quero dizer aos adeptos é que compreendo o estado de espírito e a tristeza deles quando as coisas não correm bem. Sei que são verdadeiros adeptos do clube, que estão sempre do nosso lado e que querem ganhar sempre e por isso compreendo os seus sentimentos. Quero pedir-lhes para estarem sempre connosco, que sejam sempre solidários com a equipa, mesmo nos momentos em que as coisas não corram como todos queremos. Penso que temos de ser todos uma grande família, que estejam connosco e nos deem força e não nos deixem cair e acredito que será assim. Depois compete-nos a nós equipa retribuir com tudo o que eles querem.

 

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