Marco Ferreira no Catar com Brahimi

Voleibol 11-10-2019 10:05
Por Célia Lourenço

Marco Ferreira vai viver uma «experiência das Arábias» em 2019/2020. O oposto da Seleção Nacional deixou o Sporting de Espinho e assinou com o Al Rayyan SC, do Catar, por uma época. «Vai ser uma nova e diferente experiência das que já vivi na Europa. Já tinha tido uma vivência diferente na Coreia, mas esta terá tudo para correr bem. Estou muito contente e feliz. Eles são superdivertidos e amigáveis e fui muito bem recebido», descreveu o voleibolista que completou 32 anos há uma semana.  


«O campeonato catari é muito competitivo, tem sete equipas boas, quatro ou cinco delas muitos boas. Entre essas está a do meu clube, que é o mais popular aqui no Catar. Temos três ou quatro títulos a defender e vou tentar ajudá-los a revalidá-los», prometeu o jogador de Seia sobre o clube criado em 1968, cujo currículo é invejável. Vice-campeão do Catar e detentor dos troféus dos Campeonatos Arábicos e da Taça do Príncipe (ganhou 14 vezes), o Al Rayyan venceu três edições da Taça dos Clubes Campeões do Golfo e oito da Liga e domina o histórico de tantas outras competições da região. No entanto, o nome do clube soará melhor aos ouvidos dos portugueses graças à contratação de Yacine Brahimi, vindo do FC Porto, este verão.


Os valores do contrato do extremo argelino terão sido, todavia, bem diferentes dos que Marco assinou. É, pois, com sorriso que um dos melhores pontuadores da Seleção, a par do irmão, o capitão Alexandre Ferreira, aborda o assunto… «Em termos financeiros é um contrato como qualquer outro de uma grande equipa dos melhores campeonatos da Europa. Não é o futebol. Se fosse assim, estaríamos a falar de um grande contrato. Mas sim, vim porque é um bom contrato, mas também um novo desafio. Gosto de experimentar coisas novas e achei que, neste momento, era o melhor para mim», afiançou o oposto de 2.02 metros que, assim, volta ao estrangeiro depois de, entre 2017/18, ter jogado nos sul-coreanos da Ok Saving Bank R&C, onde o regime quase militar, com direito a castigos, lhe mudou a forma de ver a vida. Marco já jogou nos campeonatos francês (Nassau), italiano (Castellana Grote) e, intramuros, atuou pelo Benfica, Marítimo, Fonte do Bastardo e Machico, além do SC Espinho.


Apesar da diferença cultural, o jogador, que praticou skate, futebol, natação e basquetebol antes de se render ao voleibol aos 16 anos, apenas se queixa do calor. «Acho que adaptação vai ser fácil, são divertidos e amigáveis. Só o calor é que complica, hoje estiveram 40 graus e muita humidade. De resto, tem tudo para continuar a correr bem», apontou.

 

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