Rússia responde a acusações da Agência Mundial Antidoping

Rússia 08-10-2019 20:23
Por Redação

A Rússia respondeu formalmente, esta terça-feira, às acusações da Agência Mundial de Doping (AMA) sobre a suposta manipulação de provas de doping do laboratório de Moscovo.

 

«Em 08 de outubro foi remetida uma carta em nome da AMA em reposta às perguntas dirigidas ao ministério e à RUSADA (agência russa antidoping) sobre a base de dados do laboratório antidoping de Moscovo», indiciou Pável Kolobkov, ministro do desporto, em comunicado.

 

"Os peritos [que analisaram os dados] deram resposta a todas e cada uma das perguntas. No fim de outubro deverá haver uma reunião em Lausana com a participação de peritos e das partes implicadas. Estamos convencidos de que cumprimos com todas as exigências", reforçou Kolobkov.

 

O diretor da RUSADA (agência russa anti-doping), Yuri Ganus, por seu lado, admitiu esperar «restrições significativas» para todo o desporto russo, face à alegada adulteração dos dados entregues à AMA. "O que é que a AMA vai fazer? Será rigorosa. É uma questão de reincidência, uma repetição, e com os mesmos métodos de sempre. Temos muito poucas hipóteses de sair ilesos, pois as mudanças na base de dados foram feitas à mão", salientou. 

 

O ministro do desporto salientou a vontade de «continuar a cooperar» para que esta situação seja ultrapassada e não afete a participação da Rússia em Tóquio 2020.

 

 

A AMA procura saber, entre outras coisas, a razão para a alteração de vários dados, com evidências claras a serem apagadas seletivamente. Caso a associação considere que se trata de um sistema de encobrimento por parte da Rússia, em relação a dados que estavam sob custódia do Estado, as sanções podem vir a ser ainda mais pesadas.

 

O organismo internacional teve acesso ao laboratório de Moscovo no princípio do ano e tinha até 30 de junho para reexaminar os indícios de dopagem que levantaram suspeitas, o último passo para a reabilitação do desporto russo. Há um ano, a agência devolveu a licença à RUSADA, depois de a mesma ter sido suspensa quatro anos antes devido a suspeitas de doping patrocinado pelo Estado.

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