Houve loucura em La Plata, mas Maradona não faz promessas

Argentina 09-09-2019 09:38
Por Paulo Jorge Santos

O Estádio Juan Carmelo Zerillo, nome do presidente que levou o Gimnasia ao único titulo de campeão nacional (1929), quase veio abaixo este domingo. Diego Maradona, 58 anos, pisava o relvado do El Bosque (é assim conhecida a cancha do emblema de La Plata) e a afición celebrou como se fosse um golo. El pibe não resistiu e chorou.

Com o passar dos minutos as filas cresciam e aumentava a ansiedade dos hinchas do último classificado do campeonato, com um ponto em 15 possíveis - é a única das 24 equipas da prova que ainda não venceu.

 

Com a entrada no El Bosque limitada a sócios do Gimnasia, rapidamente as bancadas ficaram bem compostas e a uma hora do início da apresentação Maradona, chegou ao estádio e foi diretamente para os balneários. Cumprimentou jogadores e restante staff técnico, não escondendo algum nervosismo. 


Celebrada a entrada em cena, foi de carro maca até ao centro do relvado e foi humilde: ««Não prometo nada, não sou mágico, venho para trabalhar e este plantel vai ser um exemplo. Pedi aos jogadores que lutem até à morte por vocês», disparou Maradona, perante o delírio do público e a azáfama dos seguranças.


A recuperar de uma operação ao joelho direito, reuniu-se com os jogadores e depois sentou-se numa geleira. E de lá orientou parte do primeiro treino no Gimnasia, sessão que durou pouco mais de uma hora. 


«Não tenho medo de nada», atirou em conferência de imprensa.

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