Oportunidade(s)

O Mundo dos Guarda-Redes 27-05-2019 19:10
Por Roberto Rivelino

As jornadas finais permitiram que treinadores principais e de guarda-redes colocassem à prova alguns dos guarda-redes menos utilizados – uma prática já comum. A olho cru parece um procedimento natural e de pouca significância, mas para o treinador de guarda-redes e para o próprio guardião é uma oportunidade para mostrar qualidade, trabalho e significado do e ao que se idealizou durante a temporada – como que uma última ‘defesa’ de ambos.

Indubitável que é que um guarda-redes com qualidade evidencia-a em qualquer situação – em rendimento contínuo, interpolado ou quase nulo -, em Portugal são várias as balizas com equilíbrio de qualidade entre o guardião em rendimento contínuo e o que está a exercer em ritmo interpolado ou quase nulo – não olvidando a terceira solução. De forma positiva ou negativa (dissertação para outras páginas), a Primeira Liga evidenciou produtores de defesas possuidores de vários estilos ou técnicas e raro foi o caso em que a troca de guarda-redes provocou alterações danosas ao funcionamento da equipa (Rafael Bracali assumiu na ausência de Helton Leite, João Miguel Silva no lugar de Douglas Jesus ou Pedro Trigueira e Nuno Macedo por Jhonatan), em fases de luta pelos objetivos.

Nas rondas finais, vimos nomes como André Ferreira, Mika Domingues ou Cristiano Figueiredo calçar as luvas no lugar de Beunardeau, Muriel ou Makaridze e assistimos à estreia de João Lopes, Assis Giovanaz ou Shuichi Gonda. Tirando este último – assinou uma exibição de menor capacidade pelo Portimonense em Braga -, os exemplos anteriores tiveram intervenções de nível e de comprometimento com o trabalho de crescimento que lhes foi (certamente), exigido nestes dez meses. O visionamento destas exibições atesta sobre o parágrafo anterior, não sem antes concluir: é possível fazer e exigir mais e possibilitar outras oportunidades a treinadores de guarda-redes (espaço de intervenção), e aos guardiões – quebrar estigmas.

 

 

Defesa da jornada

Renan Ribeiro – FC Porto 2-1 Sporting CP – 81’ – Um-para-um

Avaliação da defesa: 8 (oito)

Critério: A defesa da jornada é escolhida por um critério de pesagem entre execução técnica, interpretação tática e complexidade da tomada de decisão.

 

Momento do passe de Marega para Aboubakar; Renan Ribeiro recua até este posicionamento após a incursão adversária, colocando-se com os apoios de perfil (antevendo o passe); Como se pode ver, já se encontra a partir para o possível destinatário;

 

 

Momento do remate de Aboubakar; Renan Ribeiro desloca-se para a imediação do adversário para encurtar o ângulo, com alteração na sua trajetória inicial (o adversário também atrasa a passada); Em posição-base média já parte para a execução antes do remate

 

Momento da defesa de Renan Ribeiro; O guarda-redes beneficia da falta de eficácia de Aboubakar (que não levanta a cabeça para perceber as suas possibilidades), e ao encurtar o ângulo conseguiu adivinhar o remate numa execução vertiginosa (defendeu com o pé no exato momento em que se atirou)

 

Siga Roberto Rivelino

em Facebook, Twitter, Instagram

e O Mundo dos guarda-redes

 

O FUTURO COM O NOSSO PASSADO


Porque A BOLA não quer que o jornalismo deixe de ser o jornalismo de qualidade que se faz da grande história, da investigação e da grande reportagem – nós temos esse jornalismo (o jornalismo que fez com que se falasse de A BOLA como a Bíblia) para lhe continuar a dar.

Porque A BOLA não quer que o jornalismo deixe de ser o jornalismo do texto criativo e sedutor e da opinião acutilante que não se faz de cócoras ou de mão estendida – nós temos esse jornalismo para lhe continuar a dar…

… e para nos ajudar a manter e a melhorar esse jornalismo sério e independente com o timbre de A BOLA,

Junte-se a nós nesse novo desafio ao futuro, tornando-se nosso assinante.

ASSINE AQUI

A Edição Digital de A Bola

Ler Mais
Comentários (0)

Últimas Notícias