Ronaldo aos olhos de quem mais tempo passa em campo com ele

Juventus 10-02-2019 17:06
Por Redação

João Cancelo e Cristiano Ronaldo jogam juntos na Juventus e também na Seleção Nacional. Por isso, pode o lateral gabar-se de ser o jogador que mais tempo passa em campo com CR7.

 

Em entrevista a A BOLA, Cancelo explicou como é, afinal, lidar diariamente com alguém que é mais do que um grande jogador de futebol.

 

«O Cristiano é um exemplo de motivação para todos os jovens jogadores, tudo o que já ganhou, tanto a nível individual como coletivo, fala por si, o futebol hoje são números e títulos. As coisas não acontecem por acaso. É exemplo de motivação, supera-se a cada dia e acho que isso faz dele o melhor. Tem 34 anos e parece que tem a minha idade. O espírito dele faz com que se supere a cada dia e é uma pessoa com uma humildade… Lido agora mais tempo com ele, percebo a humildade que tem. E depois como jogador é o que toda a gente vê», realçou.

 

Ele dá-lhe umas dicas?

Veio aumentar a dimensão do nosso plantel, eu e os colegas olhamos para ele como uma estrela. E muitos jogadores do nosso plantel, muitos não, quase todos, veem aquilo que ele faz, a motivação, o procurar superar-se, é perfecionista e trabalhador. Penso ser isso que faz com que se destaque.

 

Chegou primeiro do que ele à Juventus. Deu-lhe as boas-vindas?

Sim, por uns dias. Mas na realidade não o conhecia muito bem, estive com ele na Seleção Nacional mas não falámos muito, não tínhamos uma relação muito… Agora é diferente, conhecemo-nos melhor, os nossos feitios coincidem e somos bons amigos hoje em dia.

 

Ficou alguma coisa dos jogos contra ele em Espanha para acertar com ele aqui?...

Não me lembro, mas penso que não. Apanhei-o em jogo, até lhe ganhei uma ou duas vezes no Mestalla, lembro-me bem de o Valência ganhar ao Real Madrid. Olhava para ele como uma estrela do futebol mundial, eu estava a começar. Mas dentro de campo não pensava nisso, estava a defender o Valência. Ainda assim, antes de começar a jogar impõe respeito aos adversários. E eu tinha esse respeito por ele, como tenho hoje.

 

O que não o impedia, imagino eu, de dar aquele toque, se preciso fosse, para travá-lo…

[risos] Ah… Isso tem de ser…

 

E nos treinos? Se for preciso também lhe dá um toquezinho?

Bom, nos treinos não, evito, até porque é muito importante para nós. Se tiver de entrar duro numa bola dividida, entro, mas há coisas que se podem evitar e tento evitá-las. Não apenas em relação a ele, mas a todos os meus outros colegas de equipa.

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