Um Olímpico Miserabilismo Triunfante (artigo de Gustavo Pires, 98)

Espaço Universidade 09-02-2019 23:48
Por Gustavo Pires

Embora de diferentes maneiras, os acontecimentos do Bairro da Jamaica perturbaram a paz de espírito dos portugueses. E a maior perturbação foi, certamente, o tomarem consciência de que, ao cabo de quase quarenta e cinco anos de Abril, ainda há pessoas a viver em habitações que não dignificam um País que, em 1974, desencadeou uma revolução pacífica conduzida sob o signo de três grandes objetivos estratégicos: Descolonizar; Democratizar; Desenvolver.

 

A descolonização foi conseguida com enormes sacrifícios de parte a parte. Os portugueses foram obrigados a abandonar as colónias e os africanos a viver, no pós independência, com enormes dificuldades incluindo inaceitáveis lutas fratricidas e guerra civil. O processo de descolonização de Portugal, como em muitas outras colónias africanas de países europeus, devia ter,  por mútuo acordo, começado nos anos cinquenta quando já era possível negociar com líderes africanos de alto gabarito como eram o moçambicano Eduardo Mondlane (1920-1969)  o guineense Amílcar Cabral (1924-1973) e o angolano Agostinho Neto (1922-1979). Todavia, por falta de visão estratégica, o que aconteceu foi que as guerras pela independência arrancaram em Angola a 4 Fevereiro de 1961. Posteriormente, os dois primeiros líderes africanos morreram miseravelmente assassinados e o terceiro faleceu em condições ainda hoje pouco claras. Apesar de tudo, atualmente, Portugal tem boas relações com aqueles três países bem como com São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Timor sem esquecer a situação especial de Macau. Quer dizer, a questão da descolonização está encerrada restando só a necessidade de garantir que, no futuro, as novas gerações saibam manter as relações fraternas  que hoje existem.

 

A democracia também foi um objetivo cumprido. Portugal, apesar de ainda estar povoado por mentalidades retrógradas afetivamente ligadas ao  regime anterior ou a ideologias de cariz estalinista e maoista que surgiram pujantemente no País em meados dos anos setenta, o que é facto é que, hoje,  os portugueses vivem em plena democracia que deve ser diariamente cultivada a fim de ultrapassar os novos movimentos protofascistas que já se fazem sentir em vários países europeus e que, entre nós, são acolhidos por uma certa oligarquia de esquerda e de direita, de mentalidade autocrática, que se julga proprietária do País e das suas instituições incluindo o desporto que já está a colocar ao serviço dos seus próprios desígnios.

Quanto ao desenvolvimento, embora Portugal de 2019 não seja comparável ao Portugal de 1974, o que é facto é que o sistema político, de há, pelo menos, vinte anos a esta parte, têm vivido, cada  vez mais, sob a suspeita do oportunismo político, da má governação e, até, da corrupção. Em resultado, segundo o “Fórum para a Competitividade”, se Portugal, em 2000, tinha uma dívida pública de 65 mil milhões de euros, em Setembro de 2018, atingiu 246 mil milhões de euros. E como o País não se endividou para se desenvolver mas para consumir é cada vez maior a divergência de Portugal face à média europeia pelo que já vai a caminho da quinta posição no ranking dos países mais pobres da União Europeia. E, claro, são os portugueses, sobretudo os de situação económica e social mais débil, os mais atingidos.

 

Há muito que estou entre aqueles que entendem que o desporto é um extraordinário “laboratório social” que permite estudar e compreender o comportamento humano no quadro da mudança social, da inércia social, do controlo social, bem como dos processos societais no que diz respeito à dinâmica da vida das organizações. Neste sentido, foi com profunda admiração pelo sentido de oportunidade do autor que desconheço que vi publicada na comunicação social uma fotografia do Bairro da Jamaica onde se vê uma baliza de futebol em primeiro plano e, em segundo plano,  os agora sobejamente conhecidos prédios inqualificáveis que, perante a indiferença das autoridades político-administrativas servem de habitação a dezenas de famílias. Trata-se do paradoxo representado pela imagem de uma baliza de qualidade “plantada” num terreno completamente impróprio para a prática do futebol junto de um conjunto de prédios absolutamente inadequados para que, quem quer que seja, lá possa viver com o mínimo de dignidade e conforto. Por isso, fui levado a refletir acerca do que aquela baliza pode representar no quadro do desenvolvimento do País e do desporto.

 

A palavra baliza é um substantivo feminino tal como pobreza, indignidade ou injustiça. Significa um sinal, meta, marca ou objectivo a atingir. Em cada desporto procura-se atingir uma baliza: Uma bola que entra..., um tempo, um desempenho, uma meta ou, entre outros, uma marca. Mas uma baliza também pode significar um valor de referência que não deve ser ultrapassado, um teto.

 

Aquela baliza “plantada” no Bairro da Jamaica significa precisamente a metáfora do teto que lembra aos residentes que existem metas que obrigam a pré-requisitos antes de poderem ser ultrapassadas. Na visão darwinista que caracteriza o desporto nacional lembra-lhes que “só valem aqueles que rendem”. Por isso, se quiserem subir na vida, devem colocar o corpo ao serviço da política: Corram mais rápido, saltem mais alto, sejam mais fortes, joguem mais futebol e marquem mais golos porque, só assim, a sociedade cuidará deles. A fotografia, no fundo, expressa uma sociedade que, seja ela capitalista ou socialista, deixemo-nos de ilusões, estabelece bem a diferença entre aqueles que ganham e aqueles que perdem. Num “flashback” ao antigamente, representa “o que nós queremos é futebol” do antigo regime que continua a imperar no espírito dos nossos dirigentes políticos e desportivos pertençam eles ao CDS, ao PSD, ao PS, ao PCP ou ao BE, bem como, embora eles jurem o contrário, a dominar as convicções dos dirigentes políticos e desportivos que habitam o vértice estratégico do desporto nacional. Em consequência, as políticas públicas em matéria de desporto, da escola ao alto rendimento, estão completamente desajustadas da realidade socio-económica do País. Estão, à imagem e semelhança do futebol, direcionadas para o rendimento, a medida, o record, o espetáculo e o servilismo político-partidário. Estão consubstanciadas no obsessivo desejo de ganhar campeonatos e conquistar medalhas olímpicas, nem que seja à custa de naturalizações de aviário que, no fundo, só servem para degradar, ainda mais, do ensino e da promoção  ao alto rendimento, o nível desportivo do País.

No que diz respeito ao alto rendimento, não se compreende como foi possível à chefia do Comité Olímpico de Portugal anunciar a probabilidade da Missão Olímpica portuguesa arrecadar seis medalhas olímpicas para os Jogos Olímpicos do Rio (2016)! Dizia ela: “temos possibilidades no atletismo, judo, canoagem, futebol, taekwondo e ténis de mesa" (Record, 2016-06-18). Todavia,  o que aconteceu foi que a Missão Olímpica produziu os piores resultados dos últimos quatro Ciclos Olímpicos. Depois de conseguir três medalhas em Atenas (2004), duas medalhas em Pequim (2008), uma medalha de prata em Londres (2012), a Missão Olímpica só conseguiu uma medalha de bronze no Rio (2016) conquistada a ferros  por uma atleta de eleição, Telma Monteiro.

 

No que diz respeito à base da prática desportiva o relatório do Eurobarometer relativo a 2017 diz: “A proporção de pessoas que se exercitam ou praticam desporto regularmente ou com alguma regularidade é maior na Finlândia (69%), Suécia (67%) e Dinamarca (63%). Os inquiridos são menos propensos a exercer ou praticarem desporto na Bulgária, na Grécia e em Portugal (em cada um destes países, 68% nunca exercem ou praticam desporto)”. (p.4) “Os inquiridos com menos probabilidades de terem praticado alguma atividade física vigorosa em Portugal (79% não fizeram nenhum na semana anterior), Malta (78%) e Itália (74%). A proporção que praticou atividade física vigorosa em, pelo menos, quatro dos últimos sete dias é a mais baixa em Itália (5%), seguida por Portugal (7%), Bulgária, Grécia e Malta ( 9%)”. (p.19)

 

Em conclusão, dizemos que, enquanto os génios burocratas que chefiam o desporto nacional não forem democraticamente afastados e as políticas desportivas inteligentemente alteradas a fim de, efetivamente, serem concebidas de modo a  satisfazerem as necessidades e os interesses dos portugueses,  parafraseando Vítor Serpa (A Bola, 2017-08-13), direi que o desporto nacional vai continuar nas “ruas da amargura”. Quer dizer, num olímpico miserabilismo desportivo triunfante, magistralmente representado por uma fotografia onde uma baliza de futebol expressa a hipócrita contradição entre as miseráveis condições de habitação de uma comunidade com o sexto lugar que o País ocupa no ranking do futebol mundial.

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