Currente Calamo… (artigo de Manuel Sérgio, 253)

Espaço Universidade 12-08-2018 17:56
Por Manuel Sérgio

“Currente Calamo” é uma locução latina que significa escrever com rapidez, sem se ocupar da beleza, da elegância, da louçania do estilo. No meu caso, tento deste modo, “currente calamo” – criticar! Na palavra douta do Padre Manuel Antunes: “A crítica é um dom. Nasce-se com aptidão interpretativa e judicativa, como se nasce com aptidão criadora e expressiva” (Ao Encontro da Palavra, Livraria Morais Editores, Lisboa, 1960, p. 24). Federico Rampini, correspondente do jorna l italiano La Repubblica, em Nova Iorque (depois de ter trabalhado, com iguais funções, em Paris, Bruxelas, São Francisco e Pequim) declarou à revista LER, em entrevista ainda de grande atualidade (Verão de 2017) que “vivemos na era do caos: a globalização falhou muitas das suas promessas, o aumento das desigualdades tem sido galopante e, para muitos, a resposta certa à incerteza passa pelo populismo e o nacionalismo”. E sublinhou: “Se partirmos do princípio que vivemos numa era em que a hegemonia ocidental está num declínio irreversível, que estamos a assistir ao fim de um período histórico em que o Ocidente era o centro e dominava, para um período em que paulatinamente o centro do mundo se está a deslocar para a Ásia, isto quer dizer que estamos a entrar num período em que temos o declínio de um império mas ainda não temos um novo império e temos vários exemplos de períodos idênticos, ao longo da História, que são caracterizados por instabilidades longo prazo, turbulência, desordem e caos. Não devemos continuar a pensar num regresso à ordem, na restauração de uma ordem e da estabilidade. Penso que isso não deve acontecer. Em vez disso, devíamos treinar as nossas mentes para sobrevivermos da melhor maneira possível, num período muito longo de instabilidade, desordem e caos. Porque é nesse mundo que iremos daque

 

Segundo Federico Rampini, a tanto levaram as políticas da austeridade, que se revelaram nocivas à criação de novos empregos e condenaram várias regiões da Europa a uma profunda estagnação. E refere Federico Rampini: “Perdemos uma década. Foi uma década perdida. É possível que as gerações mais jovens nunca venham a recuperar. Perderam dez anos das suas vidas, sem terem um emprego sério”. De facto, ainda hoje esta geração, que apresenta habilitações literárias, graus académicos, publicações de teor universitário e científico que nenhuma outra geração pôde apresentar, sente-se frágil e desprezada, vivendo em democracias que parecem envelhecidas e anémicas. Democracias aliás que, em conluio com um matemático neoliberalismo, ocupam-se do lucro, da exploração, da reificação das pessoas e da trivialização ou destruição da Natureza. E é terrível o vazio axiológico deixado, por este naufrágio das ideologias e por determinados sistemas económico-financeiros – vazio axiológico bem visível, até em algumas das várias formas de prática desportiva, que não se cansam de publicitar que… “o desporto faz bem à saúde”. É evidente que “o desporto faz bem à saúde”, também eu o digo, sem qualquer problema de consciência. Mas não aquela prática, dita “desportiva”, onde o “doping”, a corrupção e a violência imperam; onde o homem-máquina é uma consequência inevitável de um treino e de uma competição, esvaziados daqueles valores que estão na génese do desporto moderno; onde o dirigismo, dito “desportivo”, é corporizado por homens em permanente suspeita de tudo o que fuja aos seus interesses pessoais de vaidade e domínio e que, em todos os que trabalham consigo, nos clubes, vêem acólitos do seu furor orgiástico de manipulação.

 

José Tolentino Mendonça, no livro, de que é autor, Elogio da Sede (Quetzal Editores. Lisboa, 2018), a síntese dos textos que serviram de guião às suas reflexões no retiro espiritual do Papa, conduzido precisamente por este sacerdote, escritor e universitário português, escreve, demarcando-se sempre (ele que é um dos grandes escritores portugueses da hora presente) da teoria da “arte pela arte”: “a misericórdia é o rosto de Deus” (p. 135). E escreve também: “a misericórdia é um evangelho por descobrir” (p. 136). Mas… o que é a misericórdia? “Perguntamo-nos, muitas vezes, o que é a misericórdia (…). Ela tem de encarnar-se para que a possamos tocar. Misericórdia é compaixão, misericórdia é bondade, misericórdia é perdão, misericórdia é colocar-se no lugar do outro, misericórdia é levar o outro aos ombros, misericórdia é a reconciliação profunda (…). Para concluir: não há misericórdia, sem excesso. Se queremos ser pessoas moderadas, se queremos ser apenas justos, se queremos fazer apenas o que está certo, seremos até boas pessoas, mas não conheceremos o Evangelho da Misericórdia” (p. 132). As “religiões seculares”, corporizadas por algumas ideologias e utopias, que pretendiam fundar a existência humana em novos alicerces morais e políticos, a ditadura do Lucro reduziu-as a bem pouco.  Um consumo e um bem-estar, totalmente desinteressados do modo de vida e do nível de vida das periferias, também não permite à nossa hipermodernidade o espaço próprio de uma utopia, com as virtualidades da “misericórdia” que o Evangelho distingue. “Um relatório recente da Organização Mundial de Saúde (OMS) indica que três, em cada dez pessoas, não tem acesso a água potável em casa. Isso perfaz uma impactante multidão, calculada em torno aos 2,1 mil milhões de seres humanos. Se acompanharmos estes indicadores, percebemos que a sede é um gravíssimo problema que atropela a vida de tantos. Basta acrescentar que 844 milhões de pessoas não só não tem água em casa, como lhes falta na vizinhança das suas habitações um serviço básico de água potável” (pp. 137/138).

 

Costuma dizer-se que “o futebol é a coisa mais importante das coisas pouco importantes”. E, neste caso, quem o diz sou eu que, desde criança, aninhado na ombreira da casa dos meus pais, já me deliciava ao ver passar os jogadores do Belenenses que, lépidos e joviais, seguiam a caminho do Estádio José Manuel Soares (ou das Salésias). Depois, durante muitos anos, continuei a presumir que o futebol, interpretado por praticantes de camisola azul e cruz ao peito, era o espetáculo que mais me entusiasmava, que mais me emocionava até. E cheguei mesmo a escrever que “o desporto, principalmente o futebol, é o fenómeno cultural de maior magia, no mundo contemporâneo”. Ainda hoje posso adiantar, sem receio, que é o futebol o espetáculo que mais aprecio. Mas o futebol, de que tanto gosto, é o que se joga nos relvados, é o futebol de alguns dirigentes, dos jogadores, dos treinadores e de um ou de outro jornalista ou especialista estudiosos. Há um futebol que me penaliza – o futebol das claques, muitas vezes com um linguajar do mais nojento e ordinário que possa supor-se; o futebol de certos dirigentes, recém-chegados ao futebol, onde esperam encontrar poder, fama, notoriedade,  dinheiro (se possível, muito) e o aplauso que lhe tributa a “classe dominante” e a fé e o fervor de um número considerável de sócios, filhos de um povo crédulo, simplório e tradicionalista; o futebol de alto risco dos jogos Benfica-Sporting, Sporting-Benfica, Porto-Benfica, Benfica-Porto, Porto-Sporting e Sporting-Porto, alto risco a que levou um clubismo próximo do “panem et circenses” da Velha Roma, o vazio ideológico, a mundialização da sociedade de mercado e as novas formas de alienação e de barbárie.  E ao fim de 46 anos de docência, procurando inculcar, nos que me escutavam, que o desporto, atualmente, só se justifica como contra-poder ao poder das taras dominantes - para mim, um “futebol de alto risco”, ou resulta de crassa estupidez, ou está aí ao serviço de escondidos interesses.

 

Em Janeiro de 1975, num opúsculo da minha autoria, para uma renovação do desporto nacional (Moraes Editores, Lisboa) já eu enfatizava que uma ética do desenvolvimento do desporto exige “que não se esgotem as análises na apresentação de projecções e quantificações numéricas. Decorre duma racionalidade curta o apresentar a forma dum desporto verdadeiramente nacional pelo número elevado de praticantes, ao nível das massas ou das elites. Sendo muito, não é tudo. É preciso ver antes se o desporto se institucionalizou como instrumento, ao serviço da saúde, da educação e da liberdade… do homem! Este é o húmus fecundo que a ética nos aponta, onde o desporto deve nascer, crescer e manter-se. Vitórias, derrotas, campeões olímpicos, recordistas mundiais, desporto-pata-todos, espectáculo desportivo – são conceitos que só a esta luz encontram fim e justificação. Ao contrário, o desporto actual será mais marco inútil e inumano de sociedades injustas. De que brotou, afinal, como o micróbio do fruto apodrecido” (p. 104). Dois anos depois, também em livro da minha autoria, a prática e a educação física, já eu aditava a tudo o que tinha escrito, a este propósito: “Ciência do Movimento Humano, ou seja, Ciência do Homem, em que os conceitos de coordenação motora, de ideo-motricidade, de esquema corporal, de motivação, de aprendizagem, de treino, de “forma”, de habilidade, de hábito, de táctica, de estratégia, etc., etc. – são também problemas filosóficos, em que o corpo nos aparece como concretização espácio-temporal de uma sociedade, duma visão do Mundo, do Homem e da Vida” (p. 59). Há mais de 40 anos, estimulado pela Filosofia e pelo que aprendera com os alunos e professores do INEF, já eu me separava da vulgaridade e mesmidade de uma certa crítica desportiva. É que, para mim, há muitos anos já, o desporto não está acima da pessoa humana, nem dos seus superiores interesses. O desporto não existe à parte, ou acima da sociedade que o gerou.

 

Peço desculpa, por fim, do meu “currente calamo”. É que também o tema é merecedor de muito mais…

 

Manuel Sérgio é professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana e Provedor para a Ética no Desporto

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Benfica–Porto: não há rendimento sem eficácia (artigo de Manuel Sérgio, 126)
17:01  -  08-02-2016
Gaston Bachelard: o novo espírito científico (artigo de Manuel Sérgio, 125)
17:00  -  01-02-2016
O especialista e o leigo, em futebol (artigo de Manuel Sérgio, 124)
23:27  -  25-01-2016
Desporto e Humanismo Contemporâneo (artigo de Manuel Sérgio, 123)
20:01  -  04-01-2016
O Mito e a Alta Competição Desportiva (artigo de Manuel Sérgio, 120)
20:42  -  28-12-2015
A propósito de Paulo Freire e Blondel e Sartre (artigo de Manuel Sérgio, 119)
16:32  -  20-12-2015
Quando uma criança nasce… (artigo de Manuel Sérgio, 118)
16:53  -  16-12-2015
Fernando Medina ou o processo da decisão política (artigo de Manuel Sérgio, 117)
16:59  -  09-12-2015
Há uma comunidade científica no desporto português? (artigo de Manuel Sérgio, 116)
16:44  -  29-11-2015
Sem poesia, não há ciência (artigo de Manuel Sérgio, 115)
16:46  -  23-11-2015
A crise da esperança (artigo de Manuel Sérgio, 114)
16:39  -  15-11-2015
Lutaremos, meu Amor (artigo de Manuel Sérgio, 113)
23:44  -  08-11-2015
Jogar com os afetos (artigo de Manuel Sérgio, 112)
19:27  -  02-11-2015
Luís Filipe Vieira: ou um Benfica que enternece e cativa (artigo de Manuel Sérgio, 111)
16:24  -  26-10-2015
O último Benfica-Sporting e o novo campeão nacional (artigo de Manuel Sérgio, 110)
17:14  -  20-10-2015
A coisa mais importante das coisas pouco importantes (artigo de Manuel Sérgio, 109)
15:42  -  13-10-2015
Desporto e Humanismo ou o valor da transcendência (artigo de Manuel Sérgio, 108)
16:25  -  06-10-2015
Os treinadores portugueses no futebol internacional (artigo de Manuel Sérgio, 107)
23:13  -  29-09-2015
João Paulo S. Medina: - o “intelectual” do futebol brasileiro (artigo de Manuel Sérgio, 106)
00:04  -  23-09-2015
O último Porto-Benfica ou da biologia à cultura (artigo de Manuel Sérgio, 105)
18:11  -  15-09-2015
“Quem somos nós?” - a resposta do Desporto (artigo de Manuel Sérgio, 104)
18:20  -  08-09-2015
Joel Rocha – o “Mourinho” do futsal (artigo de Manuel Sérgio, 103)
18:35  -  02-09-2015
A História de Sísifo (artigo de Manuel Sérgio, 102)
17:34  -  28-08-2015
O mais relevante nem sempre é o mais mensurável (artigo de Manuel Sérgio, 101)
17:55  -  14-08-2015
Jorge Jesus: - o sublime iletrado! (artigo de Manuel Sérgio, 99)
18:54  -  07-08-2015
O que em mim sente está pensando (artigo de Manuel Sérgio, 98)
16:55  -  31-07-2015
A Cultura do Clube (artigo de Manuel Sérgio, 97)
21:45  -  21-07-2015
Do Jogo ao Desporto em Bourdieu e... não só (artigo de Manuel Sérgio, 96)
23:57  -  16-07-2015
Carta a Eugénio Lisboa (artigo de Manuel Sérgio, 95)
00:32  -  10-07-2015
António Simões: - o irmão branco do Eusébio (artigo de Manuel Sérgio, 94)
17:31  -  04-07-2015
Jorge Jesus ou a homeostasia organizacional (artigo de Manuel Sérgio, 93)
23:50  -  15-06-2015
No Benfica: estrutura ou carisma? (artigo de Manuel Sérgio, 90)
22:37  -  10-06-2015
Feyerabend e Ricardo Serrado no estudo de Lionel Messi (artigo de Manuel Sérgio, 89)
22:50  -  26-05-2015
Mais importante do que ter sucesso é ter valor! (artigo de Manuel Sérgio, 86)
00:30  -  23-05-2015
José Mourinho ou as razões da sua diferença (artigo de Manuel Sérgio, 85)
16:42  -  18-05-2015
É preciso, imperioso e urgente a continuação de J.J., no Benfica (artigo de Manuel Sérgio, 84)
18:16  -  10-05-2015
Roberto Carneiro: retrato de um ministro que eu conheci (artigo de Manuel Sérgio, 83)
16:30  -  01-05-2015
O empréstimo de jogadores é compatível com a ética? (artigo de Manuel Sérgio, 82)
16:54  -  20-04-2015
José Mourinho: por que será?... (artigo de Manuel Sérgio, 81)
17:17  -  14-04-2015
O Progresso Desportivo: - o que é isso? (artigo de Manuel Sérgio, 80)
19:15  -  07-04-2015
Mourinho escreve prefácio de livro de Manuel Sérgio, «O Futebol e Eu»
23:31  -  06-04-2015
O jornal “ A Bola” - desporto e humanismo (artigo de Manuel Sérgio, 79)
22:47  -  01-04-2015
Jorge Carlos Fonseca: o Presidente da República que é poeta (artigo de Manuel Sérgio, 78)
21:47  -  25-03-2015
Qual o fundamento radical na arbitragem? (artigo de Manuel Sérgio, 77)
16:34  -  21-03-2015
A Gestão do Desporto, segundo Gustavo Pires (artigo de Manuel Sérgio, 76)
16:40  -  13-03-2015
O Futebol é Anamnese... mesmo com Luís Figo? (artigo de Manuel Sérgio, 75)
17:47  -  07-03-2015
Ao Povo-Irmão de Cabo Verde (artigo de Manuel Sérgio, 74)
21:14  -  19-02-2015
“Cândido de Oliveira” - um livro inesquecível de Homero Serpa (artigo de Manuel Sérgio, 73)
21:10  -  12-02-2015
Só com os mesmos valores o diálogo é possível (artigo de Manuel Sérgio, 72)
17:04  -  08-02-2015
O modelo racionalista do jornal A Bola (artigo de Manuel Sérgio, 71)
16:32  -  01-02-2015
“A Bola”: uma práxis que é preciso manter (artigo de Manuel Sérgio, 70)
19:14  -  28-01-2015
Manuel Alegre: - um semeador de poesia (artigo de Manuel Sérgio, 69)
18:29  -  22-01-2015
Libertar o Direito e o Desporto ou um ensaio do Prof. Paulo Cunha (artigo de Manuel Sérgio, 68)
16:24  -  18-01-2015
A desparasitação do futebol ou a dupla Pinto da Costa-Pedroto (artigo de Manuel Sérgio, 67)
18:18  -  15-01-2015
O Desporto tem violência: - não é violento! (artigo de Manuel Sérgio, artigo 66)
17:57  -  10-01-2015
A “Arte da Guerra” no treinador Rui Vitória (artigo de Manuel Sérgio, 65)
00:17  -  07-01-2015
José Maria Pedroto: o conhecimento... (artigo de Manuel Sérgio, 64)
23:31  -  31-12-2014
Feliz Ano Novo ao Desporto Português (artigo de Manuel Sérgio, 63)
17:32  -  24-12-2014
A grande revolução de Jesus na Vida e... no Desporto! (artigo de Manuel Sérgio, 62)
17:53  -  20-12-2014
História e Filosofia das Ciências, no Desporto e... no Benfica! (artigo de Manuel Sérgio, 61)
22:56  -  17-12-2014
Uma resposta breve a Miguel Cardoso Pereira (artigo de Manuel Sérgio, 60)
18:57  -  11-12-2014
Desporto e Desenvolvimento ou um livro de Gustavo Pires (artigo de Manuel Sérgio, 59)
18:36  -  04-12-2014
Nossos contemporâneos (artigo de Manuel Sérgio, 58)
18:19  -  27-11-2014
Da Desconfiança à Solidariedade em Pinto da Costa e Filipe Vieira (artigo de Manuel Sérgio, 57)
23:19  -  20-11-2014
As incertezas da ciência (artigo de Manuel Sérgio, 56)
16:18  -  16-11-2014
O engenheiro Fernando Santos: - o mesmo e o diferente (artigo de Manuel Sérgio, 55)
18:39  -  11-11-2014
Ou interdisciplinaridade ou ignorância (artigo de Manuel Sérgio, 54)
10:25  -  08-11-2014
Carta Aberta ao Presidente da República de Cabo Verde (artigo de Manuel Sérgio, 53)
17:43  -  30-10-2014
Rui Jorge: e o treinador do Futuro (artigo de Manuel Sérgio, 52)
15:56  -  23-10-2014
O engenheiro Fernando Santos: o ser e o tempo (artigo de Manuel Sérgio, 51)
19:34  -  16-10-2014
O preparo físico dos nossos jogadores de futebol, 2.ª parte (artigo de Manuel Sérgio, 50)
17:38  -  11-10-2014
O preparo físico dos nossos jogadores de futebol (1) (artigo de Manuel Sérgio, 49)
22:14  -  03-10-2014
Eduardo Monteiro: perfil de um dirigente! (artigo de Manuel Sérgio, 48)
17:55  -  28-09-2014
A propósito do engenheiro Fernando Santos (artigo de Manuel Sérgio, 47)
16:47  -  22-09-2014
O campeão observado a dois ângulos de visão (artigo de Manuel Sérgio, 46)
00:24  -  18-09-2014
Há falta de treinadores negros (artigo de Manuel Sérgio, 45)
01:06  -  13-09-2014
Valdano: um homem que transporta uma frustração (artigo de Manuel Sérgio, 44)
18:39  -  08-09-2014
A grande revolução a fazer no futebol (artigo de Manuel Sérgio, 43)
18:36  -  03-09-2014
Mais Platão, menos Prozac! (Artigo de Manuel Sérgio, 42)
14:57  -  28-08-2014
Fiel ao Belenenses e... aos amigos! (artigo de Manuel Sérgio, 41)
18:38  -  17-08-2014
O Deus dos filósofos e os deuses do futebol (artigo de Manuel Sérgio, 40)
18:34  -  10-08-2014
O olho das rãs e o futebol (artigo de Manuel Sérgio, 39)
21:47  -  04-08-2014
“Francisco de Assis e Franscisco de Roma” - mais um livro de Leonardo Boff (artigo Manuel Sérgio, 38)
16:52  -  26-07-2014
“Preparar para Ganhar”: um livro de José Neto (artigo Manuel Sérgio, 37)
22:24  -  15-07-2014
O Futebol na Sociedade Pós-Capitalista ou a vitória da Alemanha (artigo Manuel Sérgio, 36)
00:43  -  07-07-2014
Código de Ética Desportiva (artigo Manuel Sérgio, 35)
16:35  -  02-07-2014
A Literatura e o Desporto: a propósito de Sophia (artigo Manuel Sérgio, 34)
20:53  -  27-06-2014
O Futebol e os Escritores (artigo Manuel Sérgio, 33)
22:45  -  22-06-2014
As dúvidas do Doutor Eduardo Barroso: as dele e as minhas! (artigo Manuel Sérgio, 32)
16:17  -  08-06-2014
Carta Aberta ao Ministro do Desporto do Brasil (artigo Manuel Sérgio, 31)
18:08  -  01-06-2014
Da poesia ao futebol (artigo Manuel Sérgio, 30)
18:57  -  27-05-2014
Factos e valores (artigo Manuel Sérgio, 29)
18:50  -  19-05-2014
Parabéns ao Benfica: na vitória e na derrota (artigo Manuel Sérgio, 28)
16:35  -  12-05-2014
Marco Silva: um grande treinador, com toda a certeza! (artigo Manuel Sérgio, 27)
21:07  -  01-05-2014
A grande revolução de Jesus ou o mundo que o desporto não tem (artigo Manuel Sérgio, 26)
00:52  -  24-04-2014
O 25 de Abril e o Futebol Português (artigo Manuel Sérgio, 25)
18:33  -  11-04-2014
Os mitos fundadores da Modernidade (artigo Manuel Sérgio 24)
23:56  -  06-04-2014
Os cem anos da FPF: em Portugal também há progresso? (artigo Manuel Sérgio 23)
20:01  -  30-03-2014
Nova Teoria do Sebastiano e o Futebol Português (artigo Manuel Sérgio 22)
23:11  -  23-03-2014
José Medeiros Ferreira: o desportisra, o político, o intelectual (artigo Manuel Sérgio 21)
17:26  -  18-03-2014
Nossos contemporâneos (artigo Manuel Sérgio 20)
21:39  -  03-03-2014
Há necessidade de uma utopia (artigo Manuel Sérgio 19)
00:49  -  22-02-2014
“Filosofia e Futebol: troca de passes” - um livro de grande atualidade ( artigo Manuel Sérgio 18)
22:28  -  16-02-2014
A Inteligência Competitiva e o Espectáculo Desportivo (artigo Manuel Sérgio 17)
18:50  -  12-02-2014
Plano Nacional de Ética no Desporto (artigo Manuel Sérgio 16)
21:08  -  02-02-2014
Porque sou belenenses... (artigo Manuel Sérgio 15)
00:04  -  28-01-2014
Aurélio Pereira ou um projeto antropológico (artigo Manuel Sérgio 14)
00:19  -  23-01-2014
O nome da rosa (artigo Manuel Sérgio 13)
00:11  -  15-01-2014
Cristiano Ronaldo: agilidade física ou intelectual? (artigo Manuel Sérgio 12)
00:38  -  13-01-2014
Eusébio tem lugar indiscutível no panteão nacional (artigo Manuel Sérgio 11)
23:59  -  03-01-2014
Ciência no Futebol e outras coisas mais... (artigo Manuel Sérgio 10)
00:04  -  30-12-2013
O Desporto nem sempre educa... (artigo de Manuel Sérgio 9)
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Carta Aberta aos jogadores do Bom Senso F.C. (artigo de Manuel Sérgio 8)
00:14  -  10-12-2013
Os golos do Ronaldo e a ética da palavra (artigo de Manuel Sérgio 7)
22:14  -  03-12-2013
Cristiano Ronaldo: - um herói da cultura! (artigo de Manuel Sérgio 6)
21:39  -  20-11-2013
Os erros dos árbitros e os erros dos outros... (artigo de Manuel Sérgio 5)
11:56  -  28-10-2013
«O Desporto (o Futebol) não é violência» (artigo de Manuel Sérgio 4)
22:58  -  18-10-2013
«O Desporto e o Desafio do Sentido» (artigo de Manuel Sérgio 3)
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«O pensamento ético contemporâneo e o Desporto» (artigo de Manuel Sérgio 2)
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«O Desporto em que eu acredito» (artigo de Manuel Sérgio 1)
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