Uma estratégia para treinadores, segundo Gustavo Pires e António Cunha (artigo de Manuel Sérgio, 230)

Espaço Universidade 23:58
Por Manuel Sérgio
Os autores do livro Agôn – Homo Sportivus: Estratégia & Estratagemas (Edições Afrontamento, Porto, 2017) são dois dos estudiosos, mais destacados e ativos, do Desporto, em língua portuguesa. Refiro-me ao Doutor Gustavo Pires e ao Dr. António Cunha. Acerca do Doutor Gustavo Pires, posso adiantar, sem receio, que a qualidade e a diversidade das universidades onde lecionou e das tribunas onde subiu e dos livros e trabalhos científicos que produziu, dão-nos a medida da seriedade e da especialidade dos temas versados. Não cultiva a flor da simpatia; não sabe organizar, como tantos outros, a publicidade do seu indiscutível valor; manifesta um desdém olímpico por algumas imbecilidades que, na direção e gestão do desporto, se consideram “príncipes perfeitos”; não esconde a irresponsabilkidade, a inconsciência, a alienação a mentira – nem sinuoso, nem insinuante, é, no meu entender, um dos universitários mais cultos que, ao longo da minha vida (que já não é curta) eu conheci. Para mim, a cultura é a aliança do saber e da vida, precisamente o que Gustavo Pires manifesta, quando fala ou escreve sobre desporto. O Dr. António Cunha foi um exímio praticante de andebol, tanto como jogador, como conceituado treinador, chegando mesmo a treinar, durante vários anos, a seleção nacional desta modalidade e ainda, com inesquecíveis êxitos, o F.C.Porto, o S.L.Benfica e o Sportting C.P. Foi membro efetivo do Comité Técnico de Alta Competição da Federação Portuguesa de Andebol Também regeu a disciplina de Metodologia e Treino do Andebol, na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Mais havia, para salientar, no seu brilhante currículo desportivo, no que ao andebol diz respeito. Quedo-me agora, por aqui, não deixando de salientar que, neste livro, a síntese teoria-prática é de uma tal perfeição que tudo, nele, parece um pretexto para, em tom de conversa culta, manifestar um grande amor pelo desporto.

Venho dizendo, há muitos anos já, que “o desporto é o fenómeno cultural de maior magia, no mundo contemporâneo”. Portanto, o desporto não é tática e técnica e fisiologia tão-só. Porque as relações teoria-práxis estão ganhando uma importância crescente, ao longo da História das Ciências e da História da Filosofia, pode escrever-se, hoje, que da resolução deste problema depende a legitimidade de um tema de que se ocupem tanto o filósofo como o cientista. Na resolução das relações entre a tecnociência e a ação tem de resultar um conhecimento onde o homem todo e todos os homens possam rever-se. Com o racionalismo, a razão pura, teórica absorveu, por completo, o ato de conhecer. Se, por exemplo, a filosofia se divorcia, por completo, do mundo da tecnociência, no meu modesto entender, torna-se dispensável. Por outro lado, se a tecnociência manifesta uma incompatibilidade insanável, na relação com a filosofia, o conhecimento científico descamba normalmente numa especialização, incapaz de abranger as exigências da complexidade humana. Encontram-se historicamente esgotadas as cogitações dos que proclamam o divórcio filosofia-ciências: é que, sem as ciências, a filosofia é mera retórica e, sem a filosofia, a ciência desconhece os valores que a humanizam, isto é, que des-ocultam os seus objetivos primeiros. Hoje, nem a ciência pode tornar-se numa filosofia de substituição, nem a filosofia uma “doutrina de segurança”, com respostas fáceis para perguntas difíceis. Não é este o lugar para invocar o nome de Habermas, Adorno, Horkheimer e Marcuse. Mas é a altura de dizer que uma teoria do conhecimento deverá transformar-se numa “teoria crítica” que saiba encontrar a prática fundante e a teoria norteadora, tanto nas ciências humanas como nas ciências da natureza.

Gustavo Pires e António Cunha sabem tudo isto que venho de escrever e, daí, a sua afirmação: “Na realidade, o pensamento estratégico, no abstrato da oposição das partes, na agonística do jogo e na dialética das vontades, abre um vasto campo de reflexão que deve suportar o processo de tomada de decisão nas suas dimensões política e técnica, no âmbito do desporto em geral e, muito especialmente, do futebol, onde, todas as semanas, estão em jogo muitos milhões de euros (…). Assim sendo, a arte do treinador, que se traduz na sua atitude estratégica relativamente à preparação de cada jogo em particular e do campeonato em geral, está transformada numa questão fundamental, na organização da vitória que determina a vida das equipas, dos clubes, das regiões e dos próprios países” (op. cit., pp. 9 e 11). Investigam, depois, os autores “o pensamento de um conjunto de estrategas militares que, de alguma maneira, podem ajudar a estruturar o pensamento estratégico dos treinadores. Abordaremos também o pensamento de alguns estrategistas que, muito embora não se enquadrem perfeitamente, na dinâmica do encontro direto que caracteriza a ação do treinador, não é por isso que deles não podem decorrer úteis ensinamentos para a condução da equipa e a organização da vitória” (p. 13). Desde T’ai Kung (séc. XI a. C.), Sun Tzu (2300 a. C.), Tucídides (460 a.C. – 400 a. C.) e Aníbal (247 a. C. – 183 a. C.), passando por Maquiavel (1469-1527), Joly de Maizeroy (1719-1780), Napoleão Bonaparte (1769-1821), Antoine-Henry Jomini (1779-1869), Carl von Clausewitz (1780-1831), até Georges Clemenceau (1841-1929), André Beaufre (1902-1975), LIdell Hart (1895-1970), Henry Mintzberg, Michael Porter e mais alguns – Gustavo Pires e António Cunha apresentam-nos uma portentosa coleção de livros e de conceitos, de densa especulação e de contacto diuturno com os grandes estrategas e estrategistas, que a História nos aponta. Agôn – Homo Sportivus: Estratégia & Estratagemas preceitua uma pedagogia concreta, uma inteligência clara e segura e uma argúcia tão viva, que não há por aí treinador desportivo que o não deva meditar e sociólogo que o não deva ler. Demais, uma obra para integrar a biblioteca de Institutos Superiores e Faculdades dos mais diversos saberes.

“Um país jamais será economicamente competitivo, se não for culturalmente competitivo. E só será culturalmente competitivo, se tiver uma forte educação competitiva. E a educação competitiva começa no ensino do desporto, a partir da conceção da superestrutura dos programas da disciplina de Educação Física dos ensinos Básico e Secundário que, em termos de desenvolvimento, devem articular a jusante com a rede de clubes desportivos da estrutura desportiva federada. Nesta conformidade, as várias modalidades desportivas, através das respetivas Federações, devem ser sujeitos ativos, numa futura curricular dos programas de Educação Física, de maneira que a disciplina possa contribuir para a melhoria do Nível Desportivo do País” (p. 67). É evidente que se trata de uma competição entre seres humanos e portanto, com valores a ter em conta. E assim a estratégia, neste caso, é um saber para um diálogo com uma filosofia prévia a toda a ciência que, noutros saberes e aqui, torna o conhecimento científico válido e humanizante. Na página 142 desta obra (que nos oferece um mosaico rico sobre os diversos aspetos como a estratégia pode estudar-se) pode ler-se: “A estratégia é um fenómeno ação/reação em que todo e qualquer movimento de um dos protagonistas deverá suscitar uma resposta do outro; um ato de reflexão criativa, num ambiente agónico que questiona a própria sobrevivência da equipa; um processo de reflexão, que deve anteceder o planeamento estratégico, que se limita a estabelecer o processo metodológico, que visa atingir determinados objetivos, mais ou menos integrados”. Insisto no que já escrevi: este é um livro que nenhum treinador deve deixar de meditar e nenhum sociólogo deve deixar de ler. Pela primeira vez, em língua portuguesa, surge um livro, com verdadeiro valor científico, para a explicação e a compreensão do fenómeno “estratégia, na competição desportiva”.

A razão limitante dos que pretendem fazer da Educação Física e do Desporto, subsidiários e satélites “atentos, veneradores e obrigados” da biologia, como se ela pudesse exaurir ou preencher a complexidade humana; o economicismo interesseiro de outros que dão prioridade gnosiológica e axiológica ao lucro e à compra e venda de jogadores; as imbecilidades palatinas que, aqui e além, descobrimos no governo dos clubes desportivos – talvez não entendam, em toda a sua magnitude, o valor inestimável deste livro, que não tem par, no âmbito da “estratégia, na competição desportiva”, em língua portuguesa. Urge dizer ainda que tem vigorado realmente, mesmo entre as elites clássicas (políticos, intelectuais, escritores, artistas, etc.) um pronunciado esquecimento e, nalguns casos. até desprezo, pelo desporto como prática socialmente organizada. Eu sei que as expressões “Atividade Física”, “Educação Física”, “Preparação Física”, de acentuado pendor cartesiano, muito concorrem à indiferença e ao desinteresse de muitos. No entanto, embora estas expressões não retratarem, fielmente, a prática profissional dos “professores de Educação Física”, que tem em vista a complexidade humana, não há razões plausíveis para desconhecer que as aulas de Educação Física, designadamente nos ensinos Básico e Secundário, completam, com a sua singularidade e intransmissível novidade, o que as demais disciplinas do currículo não podem, ou não sabem dar. O livro Agôn - Homo Sportivus: Estratégias & Estratagemas é da autoria de dois “professores de educação física” que pretendem estudar a “estratégia”, como facto e como valor, bem longe das taras cartesiana, positivista, empirista. E fazem-no com um brilho tal e com tamanho rigor, na interação ciência-filosofia, que podem repetir, sem receio, as palavras de Heraclito de Éfeso a um grupo de presumidos curiosos: “Aqui, também moram os deuses”.

Manuel Sérgio é professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana e Provedor para a Ética no Desporto
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Carta a Eugénio Lisboa (artigo de Manuel Sérgio, 95)
00:32  -  10-07-2015
António Simões: - o irmão branco do Eusébio (artigo de Manuel Sérgio, 94)
17:31  -  04-07-2015
Jorge Jesus ou a homeostasia organizacional (artigo de Manuel Sérgio, 93)
23:50  -  15-06-2015
No Benfica: estrutura ou carisma? (artigo de Manuel Sérgio, 90)
22:37  -  10-06-2015
Feyerabend e Ricardo Serrado no estudo de Lionel Messi (artigo de Manuel Sérgio, 89)
22:50  -  26-05-2015
Mais importante do que ter sucesso é ter valor! (artigo de Manuel Sérgio, 86)
00:30  -  23-05-2015
José Mourinho ou as razões da sua diferença (artigo de Manuel Sérgio, 85)
16:42  -  18-05-2015
É preciso, imperioso e urgente a continuação de J.J., no Benfica (artigo de Manuel Sérgio, 84)
18:16  -  10-05-2015
Roberto Carneiro: retrato de um ministro que eu conheci (artigo de Manuel Sérgio, 83)
16:30  -  01-05-2015
O empréstimo de jogadores é compatível com a ética? (artigo de Manuel Sérgio, 82)
16:54  -  20-04-2015
José Mourinho: por que será?... (artigo de Manuel Sérgio, 81)
17:17  -  14-04-2015
O Progresso Desportivo: - o que é isso? (artigo de Manuel Sérgio, 80)
19:15  -  07-04-2015
Mourinho escreve prefácio de livro de Manuel Sérgio, «O Futebol e Eu»
23:31  -  06-04-2015
O jornal “ A Bola” - desporto e humanismo (artigo de Manuel Sérgio, 79)
22:47  -  01-04-2015
Jorge Carlos Fonseca: o Presidente da República que é poeta (artigo de Manuel Sérgio, 78)
21:47  -  25-03-2015
Qual o fundamento radical na arbitragem? (artigo de Manuel Sérgio, 77)
16:34  -  21-03-2015
A Gestão do Desporto, segundo Gustavo Pires (artigo de Manuel Sérgio, 76)
16:40  -  13-03-2015
O Futebol é Anamnese... mesmo com Luís Figo? (artigo de Manuel Sérgio, 75)
17:47  -  07-03-2015
Ao Povo-Irmão de Cabo Verde (artigo de Manuel Sérgio, 74)
21:14  -  19-02-2015
“Cândido de Oliveira” - um livro inesquecível de Homero Serpa (artigo de Manuel Sérgio, 73)
21:10  -  12-02-2015
Só com os mesmos valores o diálogo é possível (artigo de Manuel Sérgio, 72)
17:04  -  08-02-2015
O modelo racionalista do jornal A Bola (artigo de Manuel Sérgio, 71)
16:32  -  01-02-2015
“A Bola”: uma práxis que é preciso manter (artigo de Manuel Sérgio, 70)
19:14  -  28-01-2015
Manuel Alegre: - um semeador de poesia (artigo de Manuel Sérgio, 69)
18:29  -  22-01-2015
Libertar o Direito e o Desporto ou um ensaio do Prof. Paulo Cunha (artigo de Manuel Sérgio, 68)
16:24  -  18-01-2015
A desparasitação do futebol ou a dupla Pinto da Costa-Pedroto (artigo de Manuel Sérgio, 67)
18:18  -  15-01-2015
O Desporto tem violência: - não é violento! (artigo de Manuel Sérgio, artigo 66)
17:57  -  10-01-2015
A “Arte da Guerra” no treinador Rui Vitória (artigo de Manuel Sérgio, 65)
00:17  -  07-01-2015
José Maria Pedroto: o conhecimento... (artigo de Manuel Sérgio, 64)
23:31  -  31-12-2014
Feliz Ano Novo ao Desporto Português (artigo de Manuel Sérgio, 63)
17:32  -  24-12-2014
A grande revolução de Jesus na Vida e... no Desporto! (artigo de Manuel Sérgio, 62)
17:53  -  20-12-2014
História e Filosofia das Ciências, no Desporto e... no Benfica! (artigo de Manuel Sérgio, 61)
22:56  -  17-12-2014
Uma resposta breve a Miguel Cardoso Pereira (artigo de Manuel Sérgio, 60)
18:57  -  11-12-2014
Desporto e Desenvolvimento ou um livro de Gustavo Pires (artigo de Manuel Sérgio, 59)
18:36  -  04-12-2014
Nossos contemporâneos (artigo de Manuel Sérgio, 58)
18:19  -  27-11-2014
Da Desconfiança à Solidariedade em Pinto da Costa e Filipe Vieira (artigo de Manuel Sérgio, 57)
23:19  -  20-11-2014
As incertezas da ciência (artigo de Manuel Sérgio, 56)
16:18  -  16-11-2014
O engenheiro Fernando Santos: - o mesmo e o diferente (artigo de Manuel Sérgio, 55)
18:39  -  11-11-2014
Ou interdisciplinaridade ou ignorância (artigo de Manuel Sérgio, 54)
10:25  -  08-11-2014
Carta Aberta ao Presidente da República de Cabo Verde (artigo de Manuel Sérgio, 53)
17:43  -  30-10-2014
Rui Jorge: e o treinador do Futuro (artigo de Manuel Sérgio, 52)
15:56  -  23-10-2014
O engenheiro Fernando Santos: o ser e o tempo (artigo de Manuel Sérgio, 51)
19:34  -  16-10-2014
O preparo físico dos nossos jogadores de futebol, 2.ª parte (artigo de Manuel Sérgio, 50)
17:38  -  11-10-2014
O preparo físico dos nossos jogadores de futebol (1) (artigo de Manuel Sérgio, 49)
22:14  -  03-10-2014
Eduardo Monteiro: perfil de um dirigente! (artigo de Manuel Sérgio, 48)
17:55  -  28-09-2014
A propósito do engenheiro Fernando Santos (artigo de Manuel Sérgio, 47)
16:47  -  22-09-2014
O campeão observado a dois ângulos de visão (artigo de Manuel Sérgio, 46)
00:24  -  18-09-2014
Há falta de treinadores negros (artigo de Manuel Sérgio, 45)
01:06  -  13-09-2014
Valdano: um homem que transporta uma frustração (artigo de Manuel Sérgio, 44)
18:39  -  08-09-2014
A grande revolução a fazer no futebol (artigo de Manuel Sérgio, 43)
18:36  -  03-09-2014
Mais Platão, menos Prozac! (Artigo de Manuel Sérgio, 42)
14:57  -  28-08-2014
Fiel ao Belenenses e... aos amigos! (artigo de Manuel Sérgio, 41)
18:38  -  17-08-2014
O Deus dos filósofos e os deuses do futebol (artigo de Manuel Sérgio, 40)
18:34  -  10-08-2014
O olho das rãs e o futebol (artigo de Manuel Sérgio, 39)
21:47  -  04-08-2014
“Francisco de Assis e Franscisco de Roma” - mais um livro de Leonardo Boff (artigo Manuel Sérgio, 38)
16:52  -  26-07-2014
“Preparar para Ganhar”: um livro de José Neto (artigo Manuel Sérgio, 37)
22:24  -  15-07-2014
O Futebol na Sociedade Pós-Capitalista ou a vitória da Alemanha (artigo Manuel Sérgio, 36)
00:43  -  07-07-2014
Código de Ética Desportiva (artigo Manuel Sérgio, 35)
16:35  -  02-07-2014
A Literatura e o Desporto: a propósito de Sophia (artigo Manuel Sérgio, 34)
20:53  -  27-06-2014
O Futebol e os Escritores (artigo Manuel Sérgio, 33)
22:45  -  22-06-2014
As dúvidas do Doutor Eduardo Barroso: as dele e as minhas! (artigo Manuel Sérgio, 32)
16:17  -  08-06-2014
Carta Aberta ao Ministro do Desporto do Brasil (artigo Manuel Sérgio, 31)
18:08  -  01-06-2014
Da poesia ao futebol (artigo Manuel Sérgio, 30)
18:57  -  27-05-2014
Factos e valores (artigo Manuel Sérgio, 29)
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Parabéns ao Benfica: na vitória e na derrota (artigo Manuel Sérgio, 28)
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Marco Silva: um grande treinador, com toda a certeza! (artigo Manuel Sérgio, 27)
21:07  -  01-05-2014
A grande revolução de Jesus ou o mundo que o desporto não tem (artigo Manuel Sérgio, 26)
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O 25 de Abril e o Futebol Português (artigo Manuel Sérgio, 25)
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Os mitos fundadores da Modernidade (artigo Manuel Sérgio 24)
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Os cem anos da FPF: em Portugal também há progresso? (artigo Manuel Sérgio 23)
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Nova Teoria do Sebastiano e o Futebol Português (artigo Manuel Sérgio 22)
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José Medeiros Ferreira: o desportisra, o político, o intelectual (artigo Manuel Sérgio 21)
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Nossos contemporâneos (artigo Manuel Sérgio 20)
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Há necessidade de uma utopia (artigo Manuel Sérgio 19)
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“Filosofia e Futebol: troca de passes” - um livro de grande atualidade ( artigo Manuel Sérgio 18)
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A Inteligência Competitiva e o Espectáculo Desportivo (artigo Manuel Sérgio 17)
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Plano Nacional de Ética no Desporto (artigo Manuel Sérgio 16)
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Porque sou belenenses... (artigo Manuel Sérgio 15)
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Aurélio Pereira ou um projeto antropológico (artigo Manuel Sérgio 14)
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O nome da rosa (artigo Manuel Sérgio 13)
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Cristiano Ronaldo: agilidade física ou intelectual? (artigo Manuel Sérgio 12)
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Ciência no Futebol e outras coisas mais... (artigo Manuel Sérgio 10)
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Carta Aberta aos jogadores do Bom Senso F.C. (artigo de Manuel Sérgio 8)
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Os golos do Ronaldo e a ética da palavra (artigo de Manuel Sérgio 7)
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Cristiano Ronaldo: - um herói da cultura! (artigo de Manuel Sérgio 6)
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Os erros dos árbitros e os erros dos outros... (artigo de Manuel Sérgio 5)
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«O Desporto (o Futebol) não é violência» (artigo de Manuel Sérgio 4)
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«O Desporto e o Desafio do Sentido» (artigo de Manuel Sérgio 3)
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