«Cada vez que vamos para uma competição somos os coitadinhos»

Futsal 22-09-2019 21:00
Por Redação

O capitão da seleção nacional, Ricardinho, e o selecionador, Jorge Braz, fizeram, este domingo, a antevisão do jogos marcados para terça e quarta-feira (23 e 24 de setembro) frente a sua congénere espanhola, em Matosinhos, na fase de qualificação para o Campeonato do Mundo Lituânia 2020 .  

 

Em declarações à FPF, Ricardinho afirmou que a Equipa das Quinas está a preparar-se para algo «muito importante» e que, apesar de estarem no momento das provas, estas «são para se competir e dar o melhor».

«Queremos melhorar os nossos índices relativamente ao que fizemos anteriormente nos últimos jogos de preparação, e para isso temos de dar o melhor por Portugal», explicou.

 

O português internacional do Inter Movistar referiu a necessidade de apoio dos portugueses durante a competição: «Nós, portugueses, somos sempre negativos. Cada vez que vamos para uma competição somos os ‘coitadinhos’, por acharmos que não vamos conseguir. [No ano passado] chegamos lá e vencemos o Europeu. Agora já queremos ganhar o Mundial».

 

O atleta, de 34 anos, aproveitou para mencionar o apoio que sentiram na Eslovénia e espera «que os portugueses que estão na Lituânia ou os que estão lá perto possam marcar presença» e apoiar a seleção. «Quando as forças estiverem a faltar esperamos que os portugueses nos levantem e nos consigam levar mais para a frente», confessou.

 

Em relação aos adversários espanhóis, Ricardinho contou que os seus colegas do Inter Movistar estão confiantes e mostram-se bastante ambiciosos: «Alguns deles até já me disseram, depois do nosso jogo de sábado, que a partir daquele momento já não éramos amigos outra vez».

«Queremos competir com uma das melhores seleções do mundo, porque nós também o somos e queremos mostrar que somos capazes disso», concluiu.

 

O selecionador nacional, Jorge Braz, admitiu que «vai ser uma qualificação extremamente difícil» mas garante que a equipa está confiante e quer muito focar-se, afirmando que não há melhor forma de o fazer do que com dois jogos frente à Espanha.

 

«Espanha vale pelos jogadores que tem, pela sua organização em termos táticos, pela forma como competem. Os espanhóis querem sempre vencer, são extremamente competitivos. “Acham-se”, e muitas vezes muito bem, os melhores e querem impor essa supremacia. Nós estamos cá para contrariar isso. Neste momento, fomos nós que atingimos o topo e queremos continuar», concluiu.

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