Quando Targino matou o leão

Vitória de Guimarães 09:55
Por Paulo Montes

Tiago Targino, hoje com 32 anos e ainda no ativo com a camisola do Olímpico do Montijo, que disputa o Campeonato de Portugal, nem queria acreditar naquela noite mágica vivida em Alvalade a 8 de novembro de 2010, na 10.ª jornada da Liga. O Vitória minhoto perdia por 0-2 a menos de meia hora do final e Manuel Machado mandou o extremo aquecer para dar uma ajuda.


«Vinha de uma lesão complicada e nem queria acreditar que era mesmo para jogar...», recorda o homem que no espaço de um minuto - 77 e 78 - marcou dois golos de rajada na baliza defendida por Rui Patrício. «Foi sensacional. A menos de um quarto de hora do fim e o jogo já estava empatado...», continua a remexer o baú das memórias.


«Aqueci em menos de dois minutos e fui logo lá para dentro. Pensava que a convocatória era só um bombom que o treinador me estava a dar depois de apenas uma semana de treinos, mas afinal era mesmo para ficar na história dessa jornada...», insiste Targino, que ainda veria o colega Bruno Teles fechar o resultado com o terceiro tento vitoriano, aos 88 minutos.


«O Vitória sempre teve grandes dificuldades em Alvalade», vai já lançando o próximo desafio. «Daquela vez as coisas correram-me bem e a equipa também soube ajudar», impõe o registo. De uma coisa está Targino seguro: «Joguei muitos anos naquele clube e sei que a ordem é entrar sempre e em qualquer campo para ganhar. Assim será este sábado. E acho que há condições para pontuar frente ao Sporting...»


Com quase dez anos de Vitória, onde entrou para a equipa júnior, o filho do brasileiro Hilton, que fez furor no Portimonense nos anos 70, continua a sentir-se «vitoriano» e a «viver intensamente» o emblema vimaranense. 

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