«Ele passava, eu marcava»: encontro de irmãos no Bonfim

Liga 11-02-2019 07:16
Por António Barroso

O clássico V. Setúbal-Belenenses é especial pela tradição e histórias de inúmeros duelos, muitos onde pontificaram aqueles que agora se sentam no banco, a começar pelos respetivos treinadores, Sandro Mendes e Silas, mas com mística e carga emocional muito particular para dois dos seus adjuntos: Meyong e Zé Pedro.


Juntos, somam 21 épocas, quatro das quais lado a lado - uma no Restelo, três em Setúbal - a defender as duas camisolas, que marcaram as carreiras de ambos enquanto jogadores como porventura nenhuma mais. No total, o português, com um pé esquerdo perfumado a municiar o ataque, alinhou quatro temporadas pelos sadinos (11 golos) e seis pelos azuis (31 golos), enquanto o camaronês anotou 72 golos pelo Vitória e 17 pelo Belenenses, mas em apenas uma época, a de 2005/2006, na qual teve Zé Pedro e... Silas como companheiros.

 

Memórias de Meyong
Meyong sente o brilho e o frenesim de uma noite especial. «Somos grandes amigos. Zé Pedro foi dos melhores companheiros que tive. Ele passava-me, eu marcava. Assim fizemos muitos golos. Ninguém nos tira essas memórias. Neste jogo, cada um vai querer ganhar, mas Vitória e Belenenses são especiais para mim e também para ele, não tenho dúvidas. Foram muitos anos nos dois clubes. É daqueles jogos que gostávamos que pudessem ganhar as duas equipas», diz Meyong a A BOLA.
 

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