Os reis da discrição

Moreirense 10-02-2019 13:51
Por Paulo Montes

É uma das regras da casa: a discrição. Sem ondas, como se andasse de pantufas, o Moreirense continua a sua caminhada rumo à melhor classificação de sempre na Liga (9.º em 2003/04).

 

Ao bom desempenho da equipa minhota estão naturalmente ligados o treinador e um plantel que tem aproveitado alguns jovens cedidos por Benfica (Heriberto, até ao final da época, e Chiquinho, em definitivo) e Sporting (Ivanildo), além do já transferido Loum, cujo passe o SC Braga vendeu ao FC Porto, oferecendo aos cónegos a posse total de Ibrahima Camará.

 

O empate com os dragões, na sexta feira, proporcionou à turma orientada por Ivo Vieira a garantia da permanência na Liga - 35 pontos já conquistados, quando se sabe que nas últimas quatro épocas 32 foram suficientes para não descer de divisão. Esse é, no entanto, tema tabu para o presidente Vítor Magalhães, de 67 anos, que, apesar de remetido ao silêncio, não deixa de estabelecer metas pontuais, no sentido, compreensível, de não provocar qualquer tipo de desmobilização quando ainda faltam disputar 13 jornadas e até a Liga Europa começa a bater à porta...

 

Clube (e SAD) à imagem do empreendedor e self made man que em 1996 assumiu a liderança, o Moreirense tem vivido de uma gestão equilibrada, no controlo ao cêntimo, dentro de uma política que não permite gastos maiores do que as receitas. É este o segredo dos cónegos, que agora apostam forte na formação com a criação de uma academia. Vítor Magalhães só não quer que jogadores e técnicos se distraiam ou ultrapassem o risco da humildade. Muito trabalho e pouca conversa, portanto.

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