Capital La Paz enfrenta grave escassez de alimentos e combustíveis

Bolívia 18-11-2019 00:04
Por Redação

Os bloqueios nas estradas de acesso à capital La Paz, e arredores, usados nos protestos que se somam à tensa crise política, impõem aos bolivianos a falta de produtos básicos, cujos preços dispararam nos últimos dias.

 

Uma semana após a renúncia do Presidente Evo Morales, e no meio da convulsão social, os bolivianos enfrentam, agora, a falta de carne, ovos, laticínios e pão.

 

Também faltam gás de cozinha e combustíveis para os transportes - as pessoas peregrinam de supermercado em supermercado em busca de alimentos básicos e pelas ruas de La Paz a quantidade de carros em circulação é cada vez menor.

 

Depois das eleições de 20 de outubro, denunciadas por fraude do então governo de Evo Morales, a classe média dos principais centros urbanos do país iniciou uma greve que durou três semanas.

 

Há duas semanas, o ainda então presidente Evo Morales (está exilado no México) quis asfixiar o movimento opositor que pedia a sua renúncia, bloqueando as estradas a esses centros urbanos.

 

Evo Morales renunciou, há uma semana, denunciando um suposto golpe de Estado, mas os fiéis militantes permaneceram com os bloqueios como forma de sufocar a população e de provocar a desestabilização do novo governo de transição da presidente Jeanine Áñez.

 

A principal área dos bloqueios é a cidade de El Alto, a segunda mais povoada do país, reduto de Evo Morales.

 

Os camiões com alimentos e combustíveis precisam de passar por El Alto para chegarem a La Paz; outra via alternativa para a chegada de alimentos seria a áerea, mas também o aeroporto principal de El Alto.

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