Cientistas descobrem nova via terapêutica para tratar Alzheimer

Internacional 16-07-2019 22:52
Por Redação

Um grupo de cientistas descobriu uma nova via terapêutica para tratamento do Alzheimer e que, segundo os investigadores, cria «alguma esperança» para travar o desenvolvimento da doença em estágios iniciais.

 

O projeto, cujas conclusões foram publicadas na revista Nature Neuroscience, foi desenvolvido no Centro de Biologia Molecular Severo Ochoa, da Universidade Autónoma de Madrid, contou com o financiamento da Fundação Tatiana Perez de Guzman el Bueno.

 

As investigadoras Paola Bovolenta e Pilar Esteve comprovaram que nos pacientes com Alzheimer os níveis de uma proteína denominada SFRP1 se encontravam anormalmente elevados e continuavam a aumentar conforme a doença avançava.

 

As experiências realizadas demonstraram que ao ser inativada a função dessa proteína a progressão da doença diminui.

 

A investigadora italiana Paola Bovolenta explicou que os níveis daquela proteína são muito elevados nestes doentes e que a neutralização das suas funções pode ser determinante para travar a progressão da doença.

 

Paola Bovolenta insistiu que as experiências e os testes foram realizados com ratos, mas que existe muita esperança de que no futuro seja aplicável aos pacientes com Alzheimer, sublinhando, contudo, que o caminho até à prática clínica é ainda muito longo.

 

O Alzheimer caracteriza-se pela perda progressiva e irreversível das capacidades cognitivas dos doentes e o seu tratamento, segundo os cientistas que lideraram a investigação, precisa de um enfoque alternativo ao atual.

 

As investigações demonstraram que a proteína aumenta significativamente no cérebro e no fluido cerebrospinal dos doentes e, para isso, utilizaram amostras de fluidos dos pacientes com a doença, da fase inicial para estágios mais avançados.

 

O aumento dessa proteína nos ratos demonstrou uma alteração dos neurónios e também que a neutralização das suas funções previne a perda de memória e o défice cognitivo.

 

O passo seguinte previsto pelos investigadores é realizar um estudo para analisar se os níveis desta proteína no sangue podem servir para prevenir a doença antes que se manifestem os primeiros sintomas e, assim, fazer um diagnóstico precoce.

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