Ameaçadas 68% das áreas protegidas da Amazónia

Internacional 06-06-2019 00:35
Por Redação

Cerca de 68% das áreas de proteção e conservação da Amazónia, que incluem territórios indígenas, estão ameaçadas por indústrias extrativas, projetos de infraestruturas, construção de hidroelétricas e desmatamento, segundo um estudo.

 

De acordo com o relatório da Rede Amazónica de Informação Socioambiental, «só por atividades mineiras e de extração de petróleo estão em risco 22% dessas zonas, o que representa cerca de 87 milhões de hectares da região amazónica».

 

O estudo baseia-se numa análise que identifica as pressões e ameaças enfrentadas na Amazónia por intervenções de infraestruturas de transporte (estradas), energia (hidroelétricas) e indústrias extrativas (mineração e petróleo), além de controlar a frequência de queimas e desmatamento da região.

 

Elaborado pela Rede Amazónica de Informação Socioambienta (Raisg) - um grupo técnico formado por organizações de seis países da região amazónica, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, -, o relatório foi divulgado pelo Instituto Socioambiental (ISA), uma das ONG's que compõem a rede.

 

A análise indica que as indústrias mineiras e petrolíferas são as que mais pesam na panamazónia, ou seja, nos territórios protegidos pelas leis nacionais e que, além do Brasil, englobam oito outros países (Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa).

 

Juntos têm projetos que podem afetar 208 milhões de hectares dessa região.

 

Outro risco para a região vem de projetos de energia.

 

De acordo com o relatório, das 272 grandes centrais hidroelétricas na Amazónia que se encontram em planeamento, construção ou operação, 78 estão dentro dos territórios indígenas e 84 estão em conflito com áreas naturais protegidas.

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