«Execução orçamental exige estabilidade política» – José Sócrates

Política 02-11-2010 11:00
Por Redacção
«Portugal não pode estar refém de cálculos eleitorais e de tácticas partidárias», defendeu José Sócrates, esta terça-feira, na abertura do debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2011. José Sócrates alertou para a necessidade de «estabilidade política».

«Pode haver quem olhe para a aprovação do Orçamento como uma operação meramente táctica, através da qual se evitaria uma crise política agora para precipitá-la já daqui a pouco. Mas, lamento dizê-lo, quem assim pensa desvaloriza o interesse nacional», disse.

Além de «garantir a aprovação do Orçamento», o chefe de Governo considera que há «maior obrigação de garantir, ao longo do ano orçamental de 2011, as condições de estabilidade e compromisso que são necessárias aos cumprimento dos objectivos e à concretização das medidas que agora são aprovadas», cita a TSF.

«Enquanto outros se entretinham ainda com um jogo de ultimatos e ameaças de crise política, revelando total inconsciência das responsabilidades do momento, o Governo fez o que devia fazer: tomou a iniciativa de convidar formalmente o maior partido da oposição para uma negociação prévia do Orçamento», acrescentou.

«Uma negociação que, se não tivesse sido precipitadamente rejeitada por mero calculismo político, teria poupado o país a uma longa e dispensável incerteza», relevou José Sócrates, reportando-se à forma de negociação com o PSD para a viabilização do Orçamento do Estado para 2011.
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